sábado, 2 de maio de 2020

Desafios para o aprendizado em tempos de pandemia

Gravação de videoaulas na Caderno Virtual

Se no início desse semestre dissessem que não só o Brasil, mas o mundo inteiro passaria meses dentro de casa, sem poder frequentar escolas, escritórios, parques e shoppings para combater um inimigo invisível, ninguém acreditaria. Entretanto, é essa a realidade frente à pandemia do novo coronavírus, que mudou o funcionamento da vida como se conhece. 

O que mudou? 
Segundo mapeamento realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), mais de 1,5 bilhões de estudantes foram afetados pela paralisação das aulas e fechamento temporário de escolas em 191 países e regiões. Isso significa que uma nova realidade foi imposta a todas as pessoas de alguma forma envolvidas com a educação. 
Professores que tinham pouco ou nenhum contato com tecnologia precisaram começar a planejar aulas mediadas por telas junto a seus coordenadores pedagógicos, ao mesmo tempo em que descobrem sobre o funcionamento de ferramentas tecnológicas. Com aulas on-line, surgiram novos desafios que não eram comuns nos encontros presenciais como problemas de conexão e engajamento dos alunos à distância. 
Tatiana Klix, diretora do Porvir, portal especializado em inovações em educação, explica que entre inúmeras questões, um dos maiores desafios é a necessidade de adaptação a uma situação para a qual ninguém estava preparado. “Não é só uma questão de saber ou não usar a tecnologia ou de os alunos terem ou não computador em casa. A situação fica difícil também porque ninguém estava preparado para promover aprendizado de uma maneira diferente. Estamos precisando nos adaptar muito rapidamente sem ter um horizonte lá na frente.” 
A insegurança gerada entre o corpo docente pode ser dividida em fases. A inquietação dos professores com questões mais técnicas, como, por exemplo, dar aula on-line, gravar vídeos e como os alunos irão acessar o material em casos em que não contam com a tecnologia em casa, soma-se a uma preocupação com a participação dos estudantes. 
“O segundo desafio é o do engajamento, do contato com os alunos, de entender se as aulas estão fazendo sentido, de saber se os alunos de fato estão aprendendo, se interessando pelas aulas, se estão conseguindo administrar as tarefas em casa. Esse segundo nível diz respeito à qualidade das atividades”, afirma Tatiana. 

União de esforços 
Entre os 133 respondentes do Censo GIFE 2018, 80% mencionaram a educação como principal área de atuação. O dado segue uma tendência histórica de atuação mais expressiva de investidores sociais no tema. O dado explica o fato de institutos, fundações e empresas estarem desenvolvendo iniciativas para, de alguma forma, minimizar os impactos que a crise sanitária traz à educação. 
Uma iniciativa que congrega diversos associados GIFE é a Aprendendo Sempre, plataforma voltada a gestores educacionais, professores e famílias a fim de garantir que todos os estudantes continuem aprendendo e se desenvolvendo durante a pandemia de Covid-19. 
Além de mapear eventos, cursos, webinários, oportunidades de trocas de informação e apresentar conteúdos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e às dez competências fundamentais que estudantes devem desenvolver, o site também reúne tecnologias para preparação e transmissão de aulas online e exemplos de boas práticas de quem já está promovendo aulas à distância. 
Para Tatiana, a ideia de unir esforços em uma iniciativa como essa, da qual o Porvir faz parte, é evitar trabalhos repetidos e aumentar a capacidade de resposta às inúmeras demandas e carências que o momento traz, entre elas, apoio a professores, redes de ensino e famílias; produção e disseminação de conteúdo e informação; e disponibilidade e compreensão sobre boas ferramentas e seus funcionamentos. 
Além disso, reunir conteúdo em um só lugar é uma forma de diminuir a sobrecarga de informações. “No início dessa fase, nos demos conta de que professores estão sendo bombardeados de informações por WhatsApp, e-mail e várias fontes e, com isso, já não estão mais sabendo para onde olhar. Na medida em que reunimos esforços, eles verão que um conjunto de organizações fez a curadoria do conteúdo e, assim, realizamos uma entrega de maneira mais acessível, confiável e assertiva para quem está precisando de ajuda.”  

Orientações a gestores  
Outra iniciativa do investimento social privado é o lançamento da Gestão de crise na Educação: Covid-19 pelo Instituto Unibanco, uma página que reúne conteúdo para apoiar gestores em tempos de coronavírus. Um dos materiais disponibilizados na plataforma é um conjunto de dicas para que gestores possam orientar as famílias sobre as melhores estratégias para incentivar os estudos em casa. Entre as sugestões estão estimular contato com professores, desenhar uma rotina em família e planejar intervalos. 
Segundo Ricardo Henriques, superintendente do Instituto Unibanco, “a participação das famílias sempre foi peça essencial na engrenagem de uma boa gestão educacional. No momento em que as atividades presenciais estão suspensas, ela se torna ainda mais importante. Essas famílias precisam também ser apoiadas em suas necessidades para que consigam dar o melhor apoio aos estudantes – na medida do possível e considerando suas vulnerabilidades.” 
A plataforma também reforça que, além da preocupação com a aprendizagem dos conteúdos curriculares à distância, é preciso atentar-se ao bem-estar, saúde mental e equilíbrio emocional dos estudantes, fatores que nunca devem ser colocados em segundo plano. Segundo Ricardo, alunos com questões socioemocionais têm mais dificuldades na aprendizagem e, por isso, o momento atual eleva riscos de evasão, por exemplo, especialmente entre jovens mais vulneráveis. 
“Todos nós estamos com o estresse muito elevado e passando por situações que nunca vivemos e a população mais vulnerável sofre muito mais. As questões econômicas pesam muito. Existem também as questões de perda de familiares e amigos pela Covid-19 e violência doméstica aumentando em patamares como nunca vistos antes. São muitos os aspectos a serem cuidados em relação a esses jovens, que precisam se sentir apoiados e conectados com a escola, especialmente neste momento”, afirma o superintendente. 

Importância de considerar a realidade local 
Segundo dados divulgados pela Teacher Task Force, uma aliança internacional coordenada pela UNESCO, mais de 800 milhões de estudantes que estão com aulas suspensas não contam com um computador em casa, enquanto 43% do total de alunos não têm acesso à internet. Por isso, entender a multiplicidade de formatos sob os quais os conteúdos podem ser oferecidos é uma forma de considerar as diferentes realidades socioeconômicas dos alunos no Brasil.
Outro conteúdo que integra a plataforma do Instituto Unibanco é o portal Estratégias de Aprendizagem Remota, elaborado pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) para que escolas públicas ofereçam ensino remoto aos estudantes. Uma das principais mensagens do portal é a importância de o gestor da rede de educação considerar a realidade local no momento de planejar quais serão as estratégias para manter a educação mesmo à distância. 
Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB, cita a pesquisa Planejamento das Secretarias de Educação do Brasil para ensino remotorealizada pelo CIEB, ao afirmar que, das 3.032 secretarias de educação respondentes, 63% ainda não orientam sobre qual estratégia de ensino remoto deve ser adotada neste período. 
“Redes que já tinham planejamento e alguma experiência no uso da tecnologia conseguiram se mover mais rápido e montar um projeto que realmente faz chegar aos estudantes algum modelo de ensino. Mas a pesquisa aponta que grande parte dos municípios simplesmente suspendeu aulas ou deu férias antecipadas. Isso tem a ver com falta de preparo e planejamento frente à pandemia, o que é agravado pela diferença de acesso à internet e a equipamentos para atividades online pelos estudantes, com grandes preocupações sobre o aumento de desigualdade”, afirma a diretora. 
Ter em mente o momento de estresse ao qual os professores estão submetidos – por serem demandados a exercer uma função para a qual não têm preparo – e o seu papel em apoiar e manter o engajamento dos alunos são pontos fundamentais para a educação, atualmente, defende Lúcia. “Poderíamos tirar um pouco dessa pressão para o conteúdo pedagógico e mostrar ao professor a importância de estar em contato com os alunos, estimulando a ler e a fazer atividades educativas, sem cobrar a questão do desempenho acadêmico nesse momento”, afirma. 
Além de detalhes sobre as possibilidades que cada estratégia da aprendizagem remota oferece – transmissão de aulas e conteúdos via televisão e rádio, vídeoaulas gravadas e ao vivo em redes sociais, envio de conteúdos digitais e disponibilização de plataformas de ensino online – o CIEB também criou uma ferramenta para que gestores educacionais possam, de acordo com a realidade de sua rede de ensino, escolher quais estratégias adotar para o ensino remoto. O questionário traz perguntas sobre infraestrutura, conectividade, conhecimentos técnicos e mobilização dos atores escolares e, a partir das informações fornecidas, monta um plano personalizado para o gestor. 
Para Lúcia, mesmo que desafiador, o momento pode trazer alguns aprendizados e, para a diretora, o maior deles é a necessidade de incorporar tecnologia no dia a dia das escolas, para que, em casos de emergência como esse, a transição para o mundo online seja mais fluida tanto para professores, como para os alunos. “Nós costumamos falar que a escola pública deve ser uma escola conectada não só no sentido da internet, mas ser um local que saiba usar tecnologia no dia a dia, que tenha infraestrutura adequada, com professores capacitados com habilidades e competências digitais desenvolvidas e um conjunto de recursos educacionais digitais que são complementares às aulas presenciais. Com isso, há um aumento do leque de experiências de aprendizagem para os estudantes.” 

Outras iniciativas 
– Além de integrar a Aprendendo Sempre, a Fundação Lemann também está desenvolvendo outras iniciativas, como apoio técnico a redes municipais e estaduais em parceria com a Imaginable Futures e Sincroniza Educação e a AprendiZap, plataforma para que alunos possam receber conteúdos e exercícios via WhatsApp. 

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Filmes com lições de Liderança

Não é sempre que estamos motivados a levantar cedo para ir trabalhar. Ter de resolver problemas com clientes difíceis, ouvir reclamações da equipe e olhar aquelas metas que ainda não foram batidas pode ser desanimador. Nessas horas, precisamos de uma razão que vá além do dia-a-dia para nos levar para a frente. E aqui vai a nossa contribuição. Selecionamos seis filmes que retratam líderes memoráveis para inspirá-lo a ser um deles – mesmo nos dias mais difíceis.

Gênio indomável

    
Will (Matt Damon), um jovem com uma mente brilhante, trabalha como faxineiro em uma universidade. Quando o professor Gerald Lambeau (Stellan Skarsgård) descobre o talento oculto do rapaz, decide ajudá-lo a aprimorar suas habilidades matemáticas. O garoto, por sua vez, não quer saber de faculdade. Até o dia em que, após agredir um conhecido, aceita uma oferta feita pelo professor para se livrar da sentença recebida. A fiança é paga e, em troca, Will tem de fazer terapia e ter aulas de matemática. Nesse momento, surge o líder da trama: o psicólogo Sean Maguire (Robin Williams). Por meio de um processo de coaching, o terapeuta busca desenvolver o aspecto emocional do rapaz – uma tarefa árdua.
Se fizermos uma analogia ao mundo corporativo, o filme mostra maneiras de lidar com funcionários difíceis: pacientemente, com uma escuta atenta às suas insatisfações e capacidade para respondê-las.


Nise: o coração da loucura


Baseado em uma história real, o filme tem como protagonista Nise (Gloria Pires), psiquiatra que trabalha em um hospital num subúrbio do Rio de Janeiro. Contra as técnicas brutais testadas pela psiquiatria naquele período – como eletrochoque e lobotomia –, Nise busca acalmar seus pacientes com a arte. Dentro do hospital, ela abre um ateliê e, durante as sessões, deixa os pacientes livres para se expressar. A beleza das obras e o resultado positivo da terapia fazem com que os quadros ultrapassem os muros da clínica e sejam expostos no Museu de Imagens do Consciente, fundado para essa iniciativa. A empatia, sem dúvidas, é uma característica marcante da personagem. Sem ela, a “líder” do enredo não teria entrado para a história.

Escritores da liberdade

Também inspirado em uma história verídica, o filme retrata como uma professora (Hilary Swank) conseguiu unir uma sala de aula antes marcada por disputas étnicas – entre brancos, negros e asiáticos. Mesmo sendo iniciante, a educadora traz consigo um idealismo e uma capacidade de contar histórias que ganham destaque na história. Foi a sua atitude que possibilitou mudanças positivas nos estudantes. Seu empenho em garantir que todos tivessem uma aprendizagem decente, a criatividade para desenvolver o roteiro das aulas e o diálogo com os alunos a colocam no papel de líder. Um detalhe que aumenta o mérito da protagonista: para chegar aonde chegou, teve de lutar contra autoridades e professores da instituição.


Duelo de titãs

Em um contexto marcado pela segregação racial, um colégio em Virgínia, nos Estados Unidos, passa a colocar brancos e negros na mesma sala de aula. O fato de um negro (Denzel Washington) ser contratado como técnico do time de futebol americano aguça ainda mais as questões raciais do período. Os dilemas sociais se somam às dificuldades naturais de um time de futebol – necessárias para que haja evolução dos integrantes da equipe, assim como acontece em ambientes corporativos. A história traz uma lição de liderança: bons gestores sabem valorizar os diferentes perfis de sua equipe e potencializam as habilidades de cada um. Fazem com que a diferença seja gatilho para a união, não para a segregação.

O mestre dos gênios

O filme aborda a relação profissional entre Thomas Wolfe (Jude Law), romancista americano do século XX, e Max Perkins (Colin Firth), conceituado editor literário da época. Recusado por muitas editoras, o potencial de Wolfe só é reconhecido por Perkins. Por trabalharem juntos, o escritor ganha destaque entre outros autores da época e seus livros se tornam um sucesso de vendas. A trama é um retrato do trabalho em equipe: às vezes complicado, às vezes harmônico. Apesar das dificuldades, a mensagem principal é de que, se bem conduzida, a liderança é capaz de desenvolver profissionais e projetos brilhantes.


 A negociação

Richard Gere atua nesta trama como Robert Miller, milionário, alto executivo e com uma família aparentemente bem estruturada. Um acidente de carro com a sua amante, porém, o faz ser investigado pela polícia e coloca em risco um negócio prestes a ser fechado. O foco da história é o mercado e as situações inesperadas que podem surgir. Serve de inspiração para situações de pressão em que tudo parece dar errado. Nessas horas, manter-se calmo para alcançar soluções costuma gerar os melhores resultados – apesar de não ser uma atitude fácil. Além disso, o filme mostra que se o líder quer que o time confie nele, ele tem de ser realmente confiável.


 Qualidades dos bons comunicadores para uma verdadeira liderança
Nas escolas de liderança, fala-se muito sobre como é preciso que o líder saiba alinhar as expectativas de todo o time, engajar as pessoas em torno dos objetivos de negócio, ser uma fonte de inspiração para aqueles que lidera.
A expertise da SOAP é comunicação em momentos decisivos. Foi justamente ao observar algumas qualidades dos comunicadores nesses momentos que vimos o quanto a comunicação tem um papel fundamental para que o líder consiga o que precisa das pessoas.
Selecionamos aqui as três qualidades essenciais desses comunicadores que fazem toda a diferença na atitude de um bom líder.


1) Empatia

Para desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro, é preciso, antes de tudo, saber ouvir. Como disse Conor Neill nesse artigo, “uma comunicação de confiança tem menos a ver com o quanto você diz, e mais a ver com o quanto você ouve.”
Saber ouvir não é simplesmente silenciar suas palavras enquanto o outro fala. É preciso silenciar também o diálogo interno para que seu ouvido seja colocado de forma ativa nessa conversa.
Só assim, você vai conseguir entender o ponto de vista do outro pela sua comunicação verbal (o lado racional) e, além disso, entender as necessidades verdadeiras do outro pela sua comunicação não-verbal (o lado emocional), conforme tom de voz, gestos e expressão facial.
A partir do mais profundo entendimento racional e emocional, é que você terá capacidade de se colocar de forma empática nessa conversa, sem julgamentos e argumentações apressadas.
Em vez disso, utilize histórias pessoais com desafios análogos ao que aquela pessoa enfrenta. Se praticou a escuta atenta, naturalmente você conseguirá buscá-los na memória. E aí, vai estabelecer uma conexão com seu interlocutor. Falamos mais de empatia nesse post aqui.


2) Domínio Emocional

Por mais que no ambiente profissional, as decisões sejam geralmente embasadas em relatórios técnicos e fatos, as emoções estarão sempre presentes, muitas vezes guiando boa parte dessas mesmas decisões.
Afinal, estamos falando de pessoas. E não é um papel essencial do líder saber gerir as pessoas?
Mas as primeiras emoções que o líder precisa saber gerenciar são as suas próprias. Isso não envolve esconder as emoções, mas torná-las conscientes. Se houverem emoções não dominadas pelo líder em uma reunião, elas podem sabotá-lo, fazendo-o ser incongruente entre o que fala e o que expressa.
Dominar suas emoções envolve tudo o que você faz antes de um momento decisivo. Antes daquela reunião, daquela apresentação, daquela conversa difícil. Nesse post aqui damos dicas de como utilizar o “mindfulness”, técnica inspirada em princípios milenares de meditação, para esse preparo.


3) Expressividade

Se é por meio de expressões, voz e gestos que você consegue identificar as verdadeiras necessidades do seu time, são essas mesmas ferramentas que você precisa saber utilizar quando é a sua vez de falar. Especialmente se estiver em público.
Sua audiência está a todo o momento interpretando não só o que você diz, mas como você diz. “Ah, mas então o líder precisa ser um bom comunicador em público?” Sim.
Isso não quer dizer que você será o próximo Martin Luther King, Steve Jobs ou Barack Obama. Mas precisa dominar algumas técnicas de linguagem corporal se estiver em uma posição de liderança. Nesse e-book aqui abordamos 10 dessas dicas para que você possa utilizar melhor a principal ferramenta de apresentações do mundo: você.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Turma de pós-graduação Faculdade Pitágoras

Turma 12 - Curso de pós em Gestão de Pessoas da Faculdade Pitágoras

Na foto, à esquerda meus alunos do curso de pós em Gestão de Pessoas da Faculdade Pitágoras de Uberlândia.
A convite do amigo e coordenador dos cursos de pós da Faculdade Pitágoras, Edward Vasconcelos estou ministrando o módulo de Liderança para uma turma muito especial.
Faço questão de registrar aqui meus agradecimentos aos acadêmicos: Adriely Cristina Gomes Silva, Cristiane Leandro de Souza dos Reis, Cristiane Vieira Santos, Elizângela Guesta Lima GonçalvesElizângela Guesta Lima Gonçalves, Isabella Duarte Nogueira, Leandro Fernandes de Morais, Letícia Pereira da Silva, Licharral Soares Moreira, Matheus Pereira de Freitas Tannus e Nayara Paula de Oliveira Rodrigues.

sábado, 23 de novembro de 2019

Palestra: Inteligência se estimula


A convite do amigo Saulo Souza e do Pr. Luiz Elias tivemos um bate-papo, na Igreja Sal da Terra - centro,  sobre: "Inteligência se estimula", dentro do projeto Amigos do Peito comandado pelo Saulo.
Agradeço a todos pelo tempo que dispuseram para me ouvir.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Diploma de honra ao mérito da PUC Minas


09/outubro/2019 - Participei hoje juntamente com os colaboradores e o corpo docente da PUC Minas, unidade Uberlândia, na Câmara Municipal de Uberlândia da entrega do Diploma de honra ao mérito pelos 60 anos da PUC Minas.
Na oportunidade, tive a honra de receber uma moção de aplauso por indicação do vereador Antônio Carrijo e do presidente da Câmara, vereador Hélio Ferraz.





domingo, 15 de setembro de 2019

Resenha do livro: Eu sou Malala


Título: Eu Sou Malala
Autor: Malala Yousafzai- com Christina Lamb
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas:  344
Ano de Publicação: 2013

Malala Yousafzai nasceu em 1997, no Vale do Swat, Paquistão, mas foi em 2012 que ela ficou conhecida mundialmente depois de ter sido baleada por extremistas do Talibã por lutar pelo direito das mulheres à educação.
O livro é uma biografia, escrita por Malala com a colaboração da jornalista e correspondente no dessa jovem ativista, bem como na realidade do país em que nasceu e, sobretudo, nas condições sócio-históricas que permeiam a realidade paquistanesa.
No país de Malala nascer mulher significava ter a vida permeada por limites, regras e normas específicas, como, por exemplo, de só poder sair na rua acompanhada de uma figura masculina. Filha de um professor, desde cedo a menina foi incentivada à busca por conhecimento e empoderamento. E esse aspecto é um dos mais bonitos e singelos que pude notar: a relação entre pai e filha, uma relação de cumplicidade, aprendizagem, admiração e que nos emociona em diferentes momentos durante a leitura.
A história é bastante ampla, pois mostra, além da rotina de Malala, os conflitos políticos e econômicos que acometiam o país, as mudanças que foram ocorrendo na medida em que ela foi crescendo, o contexto religioso e o ponto crucial que é a questão educacional, que passou a ser restrita apenas aos meninos. Depois dessa restrição, Malala, que já era uma garota com uma opinião muito bem formada e que escrevia sob um pseudônimo para um blog denunciando as atrocidades cometidas às meninas que tentavam frequentar a escola, mais tarde passou a ser chamada também para dar palestras. Com isso, sua família passou a sofrer inúmeras ameaças e, em outubro de 2012, um homem armado parou um ônibus escolar procurando por Malala e disparou vários tiros que acertou a menina, inclusive na cabeça.
A luta por direitos, por igualdade e por educação foram as bandeiras de luta dessa corajosa garota que também teve que lutar pela sua sobrevivência e se tornou uma inspiração para pessoas em todo o mundo. 

Hoje, com 17 anos, ela é a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz pela luta contra a opressão das crianças e pelo direito de todas as crianças à educação. Considero sua biografia uma verdadeira fonte de inspiração, um retrato histórico de uma sociedade que dita regras e restringe direitos, uma obra que informa, emociona, mexe com o leitor e deixa reflexões incríveis para levarmos pelo resto das nossas vidas.
“Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. 

A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Resumo do livro: Você sabe estudar?


Livro: “Você sabe estudar?”

Autor: Claudio de Moura Castro

Editora: Penso

Número de páginas: 176.


“Quem sabe (estudar), estuda menos e aprende mais”.


Quem nunca passou pela situação de estudar muito uma matéria, mas perceber ao final do estudo que o aprendizado foi muito abaixo do esperado?
Pior ainda quando o esforço e o tempo gastos não foram suficientes para que a nota esperada (ou necessária) fosse alcançada.

Estrutura do livro
O livro é dividido em 7 partes subdivididos em capítulos, que não precisam ser necessariamente lidos em sequência.
Eu, por exemplo, comecei a leitura pelo capítulo 4, item D: “Como ler um livro”.
Nada melhor do que começar a ler um livro aprendendo na prática a melhor maneira de leitura.
Um ponto positivo é o projeto gráfico, que proporciona uma leitura agradável e dinâmica, com tópicos e frases importantes bem destacadas. Nada de monotonia!
Outro ponto que gostei é a presença constante de exemplos e a parte prática, o que é muito bom como auxílio inicial para colocar a teoria em prática.

Introdução
O livro inicia falando sobre a importância do treinamento contínuo. 
“Aprender é coisa que se aprende”, pois através da execução contínua e disciplinada de técnicas, aprende-se muito com o mínimo de esforço possível, o que resulta em motivação e maior interesse no assunto estudado, que facilitam ainda mais o aprendizado, formando um círculo virtuoso. Além disso, muitas vezes o estudante acaba gostando do que aprendeu, pois fica satisfeito com os resultados alcançados.

Capítulo I - Aprendi, mas já esqueci!
Quanto maior for o interesse ou a utilização do assunto aprendido, maior será a sua fixação na mente. É algo que será levado durante a vida. Quando isso não ocorre, é sinal de que o assunto foi apenas superficialmente aprendido e não perdurará por muito tempo na mente.

Capítulo II - Preparativos: o ambiente é para ajudar, não para atrapalhar
O ambiente deve ser organizado e limpo para facilitar o bom aproveitamento do estudo. A cadeira deve ser confortável, mas não tanto para não favorecer cochilos frequentes. A mesa e a iluminação também precisam ser adequadas ao estudo.
A organização externa influencia a organização interna: ”mesa arrumada, cabeça arrumada”.
“A ordem (ou desordem) física ao nosso redor condiciona a ordem (ou desordem) que reina em nossa cabeça. Se a mente está confusa e não conseguimos arrumar os pensamentos para começar a estudar, um ambiente bagunçado só pode atrapalhar”.
Outro problema muito prejudicial ao rendimento do estudo são as interrupções. Há momentos em que isso não pode ocorrer, caso contrário, afetará os estudos.
Para melhorar a concentração, há algumas dicas valiosas, como respiração profunda ou pensar em coisas agradáveis que serão feitas posteriormente. Cada pessoa se identifica melhor com uma técnica, então, a melhor coisa é focar nessa técnica específica para obter melhores resultados em relação a concentração.

Capítulo III – O tempo é a sua maior riqueza, há que administrá-lo
Aqui novamente é abordada a organização, pois o tempo precisa ser particionado de forma para que todas as tarefas previstas sejam executadas de forma eficaz e o resultado alcançado.
Geralmente gastamos muito tempo com atividades não tão importantesenquanto as prioridades ficam para segundo plano. Por isso devemos fazer uma lista numerada por ordem de importância.
E segui-la.
Essa atitude fará uma grande diferença em relação ao tempo diário mal aproveitado.

Urgente x Importante
É necessário priorizar o que é importante para que não se torne urgente. De urgência em urgência o tempo passa, o que era importante torna-se urgente e a vida se resume a “apagar incêndios” em vez de preveni-los.
Esse capítulo também aborda a importância do hábito de criar listas ou agendas. Dessa forma, o cérebro fica liberado da tarefa de lembrar-se continuamente de algo, resultando em concentração e maior rendimento. Eu costumo fazer essas listas há algum tempo e funcionam mesmo! Em breve farei um post sobre esse assunto.

“Disciplina é fazer o que precisa ser feito quando não estamos com vontade”.
Você conhece alguém que já nasceu com essa predisposição? Eu não.
Quantas vezes você começou algo e abandonou pela metade, falando (para si ou para outros) que vai terminar, mas nunca termina?
A disciplina (de forma geral) é um hábito que precisa ser aprendido e praticado para surtir efeito.
Descansar e dormir também são bons hábitos para aumentar a capacidade do cérebro em absorver o conteúdo estudado. Tudo deve ser feito com equilíbrio e se nas últimas décadas dormir foi considerado “perda de tempo”, felizmente os cientistas têm conseguido provar que não é bem assim que as coisas funcionam e que o cérebro precisa sim de descanso adequado para funcionar de forma plena. Caso contrário, o aprendizado e a produtividade são prejudicados.

Capítulo IV – Bons hábitos de estudo
Nesse capítulo são abordadas dicas para a criação de novos hábitos de estudos, como:
- Ler antes da aula, pois ao familiarizar-se previamente com o assunto, o aprendizado será muito maior e proveitoso;
- Tomar boas notas nas aulas, pois reforçam o aprendizado;
- Fazer anotações e resumos, pois também auxiliam na melhor compreensão do que foi estudado.
O item “Como ler um livro”, o primeiro que li, aborda:
- Leitura passiva, na qual as novas informações são guardadas na memória como a receita de um bolo ou o roteiro de uma viagem.
Leitura ativa, na qual há informações, mas também ideias a serem compreendidas e assimiladas, o que é melhor alcançado colocando-se no lugar do autor.
Aprender a ler com competência é fundamental para o aproveitamento do conteúdo estudado.
É apresentado um roteiro bem interessante, o qual proporciona o aumento do interesse pelo assunto, podendo até mesmo ciar uma certa dose de curiosidade.
Esse capítulo aborda também a leitura superficial (na qual são lidos título, prefácio, sumário, bibliografia, capa e capítulos mais importantes) e a leitura analítica (metódica, do início ao fim, de forma linear ou apenas as partes que interessam ao leitor, mas sempre em sequência).
Após isso é hora de retornar aos capítulos mais difíceis, que agora serão mais facilmente compreendidos devido a leitura prévia.
Outra ideia interessante desse capítulo é a leitura comparativa, na qual são procuradas ideias sobre o mesmo assunto para confrontá-las entre si e verificar a contribuição do autor sobre o tema.
Outro item relevante desse capítulo é: Biblioteca e a internet: como sobreviver na selva da desinformação.
Informações erradas ou sem a citação de fontes confiáveis são muito comuns na internet, por isso, precisamos nos precaver de ler ou utilizar tais informações, que dão margem à dúvida e prejudicam a credibilidade do autor perante os leitores.
Para isso, é imprescindível verificar a veracidade e a origem do material pesquisado, a reputação dos autores, inclusive se estão dispostos a mostrar como conseguiram os dados ou chegaram à conclusão apresentada.

Capítulo V – Técnicas para entender a matéria
Decorar fórmulas de física ou matemática fica muito mais fácil ao correlacionarmos tais fórmulas ao mundo real, como se fizéssemos parte do problema a ser resolvido.
A boa educação não é formada apenas por informações, mas também pela capacidade de pensar e solucionar problemas e criar novas ideias com essas informações. Antes a decoreba era vista como normal, agora o que conta é a real compreensão sobre o assunto. Acredito que ainda levará muito tempo para que a decoreba seja realmente deixada de lado, mas um grande passo foi dado nesse sentido através da criação de vídeos didáticos, principalmente com animações, que facilitam o aprendizado.
“Se acho que posso, posso,
Se acho que não posso, fracasso”.
Quem nunca passou pela situação de deparar-se com uma matéria muito difícil, algo que realmente não entra na cabeça?
Para o aprendizado bem-sucedido tornar-se realidade são necessários: crença na própria capacidade, persistência e boa direção do esforço.
Mas, e quando o assunto é chato? Aprender sobre o que gostamos é fácil. Mas, e quando não gostamos do assunto? Nesse caso é muito importante encontrarmos algo que nos interesse no assunto e fazer uma correlação com a realidade.

Capítulo VI – Técnicas para não esquecer
Esse capítulo começa explicando porque é bom esquecer. Imagine se nos lembrássemos de tudo? Nossa mente ficaria totalmente congestionada. Por isso, retemos apenas o que é importante, de acordo com nossas afinidades e gostos pessoais.
Para não esquecer é indicado também a repetição, que reforçará o aprendizado. E estudar, (estudar muito!), até que a compreensão do assunto seja realmente sentida.
No caso de fórmulas ou nomes, associá-las a músicas também apresenta bons resultados.

Capítulo VII – A arte de fazer provas sem nervosismo
Tarefa difícil, principalmente em provas escolares importantes ou concursos públicos. Mas não impossível. 
Veja algumas dicas importantes:
1º dica: procurar provas anteriores, para verificar o estilo, as possíveis “pegadinhas” e o grau de dificuldade dessas provas.
2º dica: sempre revise a prova antes da entrega, pois isso mostrará alguns erros tolos de nossa parte.
3º dica: não fique afobado, pois o nervosismo (seu ou dos outros) só atrapalhará. Se estudou o necessário, não é momento de deixar que a ansiedade reduza sua capacidade de raciocínio.

Conclusão
O livro “Você sabe estudar?” é muito adequado para quem quer aprender de forma eficaz, retendo na memória apenas o que é realmente importante para o objetivo ser alcançado. Os variados exercícios práticos auxiliam na melhor compreensão do que foi lido e também na mudança dos hábitos de estudo.
O livro proporciona uma leitura leve, agradável e de fácil entendimento, o que é reforçado pelo layout, cores e ilustrações. É um excelente auxiliar para estudantes de todos os níveis.






sábado, 10 de agosto de 2019

Turmas de pós da Faculdade Pitágoras

Turma de pós em Engenharia de Estruturas da Faculdade Pitágoras

A convite do amigo, prof. Edward Gonçalves Vasconcelos, coordenador dos cursos de pós da Faculdade Pitágoras, ministrei o módulo: Gestão de Carreira para os acadêmicos do curso de pós em Engenharia de Estruturas.
Na foto, a partir da esquerda, o Eng. Civil Flávio Francisco, o Eng. Civil, de Tupaciguara, Leonardo, a Eng. Civil Sibele Pamplona, eu, a Eng. Civil Amanda Maria e o Eng. Civil Vicente.

sábado, 29 de junho de 2019

Turma da oferta 11 do cursos pós da PUC Minas Uberlândia

Turma da oferta 11 do Curso de pós em Gestão de Pessoas da PUC Minas

Neste sábado tive a honra de ministrar o módulo: Clima e Cultura Organizacional para uma turma muito especial da oferta 11 da pós em Gestão de Pessoas da PUC Minas.
Na foto em pé, a partir da esquerda: José Neto, Alexandre Cunha, eu, Analice Oliveira, Alessandra Almeida, Nathaly Miranda, Zeneide Medeiros e Angélica Rocha. Agachados: Thayane Ramos, Cláudio Souza e Tauanny Rodrigues.
Faço questão de agradecer todos pelo carinho com que me receberam.
Muitíssimo obrigado.

sábado, 22 de junho de 2019

Turma de pós da Faculdade Pitágoras

11a. turma do curso de pós em Gestão de Pessoas da Faculdade Pitagoras

Na foto, à frente o acadêmico Fernando Nazario Borges, Marília Gabriene Dias Souza, Rafaella Santos Araújo, Larissa Gabrielly de Oliveira Sousa, Larissa Campos Vieira Machado, à frente, Isabella Lopes Almeida, ao fundo, à partir da esquerda, Gabriel Rosa de Castro, Rubens de Souza Rodrigues e eu.
No dia 06 de junho de 2019, tive a honra de ser convidado pelo amigo Edward Gonçalves Vasconcelos, coordenador dos cursos de pós da Faculdade Pitágoras para ministrar o módulo: Liderança, para uma turma muito especial a de pós em Gestão de Pessoas - MGPEX 11.
Aproveito para agradecer a cada um dos acadêmicos pela maneira cortês com que me receberam.
Faço questão de parabenezá-los pelo comprometimento com o curso.

Turma de pós da Faculdade Pitágoras

 Curso de pós graduação da Faculdade Pitágoras em Direito Penal e Processual Penal

No dia 22 de maio de 2019, a convite do amigo Edward Vasconcelos, coordenador dos cursos de pós da Faculdade Pitágoras Uberlândia, tive o privilégio de  ministrar o módulo: Gestão de Carreira para uma turma muito especial, a 4a. turma do curso de pós em Direito Penal e Processual.
Faço questão de agradecer nominalmente cada um dos acadêmicos pelo carinho com que me receberam e parabeniza-los pelo comprometimento com o curso.
Muitíssimo obrigado, Carlos Rafael Pereira da Silva, Cesar Augusto Pires Ferreira, Edvaldo Bandeira de Souza, Geraldo Angelica Barbosa, Joverson Pereira de Souza, Karine Resende Pires, Lincoln Miranda dos Santos, Michel Frank Ribeiro, Rafael Cerqueira Nunes e Ricardo Felipe Pereira Dantas. 

sábado, 13 de abril de 2019

Turmas dos cursos MBA da Faculdade Pitágoras

Turmas de pós da Faculdade Pitágoras

A convite do amigo prof. Edward Vasconcelos, coordenador dos cursos de pós da Faculdade Pitágoras, ministrei o módulo Gestão de Carreira para a turma 13 do curso MBA em em Gestão Estratégica de Negócios, turma 14 do curso MBA em Gestão da Qualidade e Processos e turma 14 do curso de Engenharia da Manutenção.
Registro aqui meus agradecimentos a todos os acadêmicos.

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