segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Quando a criatividade e o talento se unem, o coração pulsa num tic tac de genuína felicidade!
Não tenho dúvidas que esse vídeo se tornará mais um exemplo de Marketing Viral.
Quanta criatividade e talento associados numa brilhante ação de merchandising.
Vai um tic tac aí?
domingo, 20 de setembro de 2009
Turma da pós-graduação da SESPA de Patos de Minas
A foto acima é da turma da pós-graduação da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da SESPA - Sociedade de Ensino Superior de Patos de Minas.
Nos dias 19 e 20 de setembro de 2009, ministrei a disciplina: Gestão da Qualidade, para as turmas de Gestão Estratégia de Negócios e Gestão de Pessoas.
Quero registrar aqui meus agradecimentos à coordenadora da pós, prof. Iris Barcelos pela confiança no meu trabalho e principamente, parabenizar os acadêmicos pelo comprometimento demonstrado na realização da atividade prática: "Construindo uma ponte". Confira nas fotos abaixo, o belo trabalho realizado por cada equipe:
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Marque a ÚNICA resposta correta
Você com certeza, deve conhecer aquele provérbio que diz "não devemos dar o peixe para as pessoas, mas ensiná-las a pescar". Eu acredito verdadeiramente em uma terceira vertente para esse provérbio. Eu acredito sim, que não devemos dar o peixe e muito menos ensinar as pessoas a pescar. Entendo que a nossa missão é explicar para elas o que é um peixe, o que é um rio e o que é uma vara; e deixá-las decidir o que têm que ser feito. Se fizermos isso, elas irão descobrir melhores e mais criativas maneiras de pegar um peixe. Alguns vão pular no rio e pegá-lo a unha, outros vão dar as costas para o rio e comer um frango, e outros vão usar a vara para fazer outra coisa que não seja pescar o peixe.
O nosso trabalho deve ser no sentido de ampliar as opções das pessoas, e não apenas educá-las ou como alguns ainda fazem nos dias de hoje, adestrá-las.
Você deve estar se perguntando, o por quê desse asunto?
Apenas para me referir à mediocridade, pois entendo que, o que distingue um verdadeiro vencedor de um cara medíocre é sem dúvidas, o seu repertório. O vencedor tem um vasto repertório de jogadas, lances, alternativas, opções, técnicas e habilidades.
O medíocre tem convicção que só existe uma única opção para resolver cada problema.
Desde pequeno, lá no maternal até a faculdade ele foi, o tempo todo, adestrado assim.
Lembram-se do: marque a única resposta correta!
O nosso trabalho deve ser no sentido de ampliar as opções das pessoas, e não apenas educá-las ou como alguns ainda fazem nos dias de hoje, adestrá-las.
Você deve estar se perguntando, o por quê desse asunto?
Apenas para me referir à mediocridade, pois entendo que, o que distingue um verdadeiro vencedor de um cara medíocre é sem dúvidas, o seu repertório. O vencedor tem um vasto repertório de jogadas, lances, alternativas, opções, técnicas e habilidades.
O medíocre tem convicção que só existe uma única opção para resolver cada problema.
Desde pequeno, lá no maternal até a faculdade ele foi, o tempo todo, adestrado assim.
Lembram-se do: marque a única resposta correta!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Resenha do livro: A máquina que mudou o mundo.

Um dos livros importantes de ser lido para se ter a melhor descrição de todo o sistema de negócios da Toyota,desde o desenvolvimento de produtos, gerenciamento de suprimentos, relações com os consumidores, atendimento dos pedidos da matéria prima até a produção e o gerenciamento de toda a empresa, é: “A Máquina que mudou o mundo” de James P. Womack, Daniel T. Jones & Daniel Roods (1992).
Esse livro baseia-se no maior e mais detalhado estudo já empreendido em qualquer indústria, a saber, o International Motor Vehicle Program (Programa Internacional de Veículos Automotores), estudo da indústria automobilística mundial do Massachusetts Institute of Technology, orçado em cinco milhões de dólares, com a duração de cinco anos e abrangendo 14 países. Duas vezes no século XX a indústria automobilística modificou as idéias fundamentais sobre como produzir. E eis que agora ela o faz novamente. Assim como a produção em massa eliminou a produção artesanal, a nova e revolucionária "produção enxuta" rapidamente está tornando a produção em massa obsoleta.
James Womack e Daniel Jones, dois dos maiores analistas industriais do mundo, explicam como as empresas podem melhorar radicalmente seu desempenho através da "produção enxuta".
Nesse livro eles ampliam essas idéias. O pensamento enxuto é necessário para ajudar as empresas a alinhar todas as atividades que criam valor para um produto específico ao longo de uma cadeia de valor e fazer com que o valor flua uniformemente de acordo com as necessidades do cliente. Essas idéias podem dar vida nova a qualquer empresa, de qualquer setor, duplicando tanto a produtividade quanto as vendas e, ao mesmo tempo, estabilizando os empregos.
No entanto, a maioria dos gerentes precisará de orientação sobre como dar esse salto em suas empresas. Até os leitores que acreditam ter adotado o pensamento enxuto descobrirão que é possível dar outro salto radical criando-se uma iniciativa enxuta para cada uma de suas famílias de produtos, reunindo de forma coerente todas as atividades que criam valor, da concepção ao lançamento, do pedido à entrega e da matéria-prima às mãos do cliente.
Detalhes importantes e lições que podem ser retiradas: O pensamento enxuto é uma forma de especificar valor, alinhar na melhor seqüência as ações que criam valor, realizar essas atividades sem interrupção toda vez que alguém as solicita e realizá-las de forma cada vez mais eficaz.
O pensamento enxuto também é uma forma de tornar o trabalho mais satisfatório, oferecendo feedback imediato sobre os esforços para transformar desperdício em valor. Como aplicar o pensamento enxuto para transformar inteiramente, em poucos anos, empresas estagnadas.
Como criar organizações enxutas em diversos setores industriais e em empresas de diferentes tamanhos.
Revela de que maneira os japoneses passaram a frente do resto do mundo na guerra da indústria automobilística. Mostra que medidas protecionistas não seriam a solução para enfrentar a ameaça japonesa e delineia os grandes desafios enfrentados pelas companhias ocidentais nos anos 90.
A manufatura "enxuta" surgiu na Toyota no Japão pós-Segunda Guerra Mundial. Seu criador foi Taiichi Ohno, engenheiro da Toyota e seus colaboradores. Inicialmente muitas empresas enxergavam apenas a área de produção. Preferimos falar em Lean Enterprise, ou seja, a filosofia Toyota aplicada a todas as dimensões dos negócios de uma organização. Ele não é um programa.
O Pensamento Enxuto é uma filosofia operacional ou um sistema de negócios, uma forma de especificar valor, alinhar na melhor sequência as ações que criam valor, realizar essas atividades sem interrupção toda vez que alguém solicita e realizá-las de forma cada vez mais eficaz, ou seja, fazer cada vez mais com cada vez menos - menos esforço humano, menos equipamento, menos tempo e menos espaço - e, ao mesmo tempo, aproximar-se cada vez mais de oferecer aos clientes exatamente o que eles desejam no tempo certo. Também é uma forma de tornar o trabalho mais satisfatório, oferecendo feedback imediato sobre os esforços para transformar desperdício em valor.
É uma forma de criar novos trabalhos em vez de simplesmente destruir empregos em nome da eficiência, mas trabalho que efetivamente agregam valor. Eliminam-se desperdícios e não empregos.
O conceito deve necessariamente ser aplicado em todas as áreas da empresa, de vendas a compras, de finanças a recursos humanos. Sempre priorizando onde existe maior desperdício e oferecendo maiores oportunidades de melhoria com impactos substanciais sobre a equação do negócio, mas sempre enxergando o todo.
Cada empresa tem uma história e uma cultura próprias. E adotam os valores e a filosofia que a sua liderança define. Algumas ferramentas desenvolvidas pela Toyota têm sido universalmente aplicadas como por exemplo o Just in Time, a produção puxada, lotes menores, células, nivelamento da produção, os dispositivos poka-yoke etc. Mas muitas vezes não são integrados em um sistema e, mais problemático ainda, muitas empresas não compreendem claramente a filosofia que está por trás das ferramentas. A filosofia lean surgiu a partir de uma necessidade concreta da Toyota pós-guerra, ou seja, como competir com as empresas americanas, muito maiores e muito mais eficientes do que eles.
Atualmente, o mundo industrial assiste a mais revolucionária mudança desde a linha de montagem de Henry Ford, alterando para sempre a maneira de fazer as coisas. Empresas japonesas estão se espalhando por todo o mundo, ao mesmo tempo em que outras empresas e governos ocidentais esforçam-se por igualar-se a elas. “A Máquina que Mudou o Mundo”, aponta uma saída positiva para o dilema, mostrando que o derrotismo ante a ameaça japonesa, bem como o acirramento do protecionismo não constitui as respostas.
A produção enxuta é a arma secreta japonesa nas guerras industriais que está se espalhando pelo mundo e aglutinando as atividades de todos, da alta gerência, passando pelos operários de linha, aos fornecedores, num todo intimamente integrado, capaz de dar resposta quase instantânea à demanda do mercado. Ela consegue também dobrar a produção e a qualidade, ao mesmo tempo em que mantém os baixos custos.
Resenha do livro: Zen e a arte da manutenção de motocicletas

O livro “O zen e a arte da manutenção de motocicletas”, de Robert Pirsig - é genial. Mas se prepare para virar seus pensamentos pelo avesso. No livro, um homem e seu filho de 9 anos saem em uma longa viagem de motocicleta, que se transforma na maior ‘viagem’ cerebral. É discussão filosófica da pesada, escrita com uma pegada meio ‘born to be wild’. Nesses tempos em que a tecnologia comanda, é uma leitura que vem a calhar - pois leva a ‘revisões gerais’ de vida e reposicionamentos ante uma série de coisas. Para quem gosta de metafísica, melhor ainda.
A viagem pelas estradas a perder a vista dos Estados Unidos da América tornou-se um arquétipo, pelo menos a partir de On the Road, de Jack Kerouac e do filme Easy Rider. Nesse romance, ela é empreendida por um pai e o seu filho -, motards que preferem as estradas secundárias às auto-estradas, completamente expostos ao ambiente -, e transforma-se numa odisséia pessoal e filosófica e num mergulhar até às raízes da arte de viver. Ao introduzir questões filosóficas elaboradas, de uma forma que se torna deveras acessível e apelativa para o leitor comum, Pirsig cria uma filosofia prática, assentada no bom senso e na intuição tanto como na racionalidade, baseada num novo valor a que chamou "qualidade". Ambiciona igualmente, por essa via, constituir uma ponte possível entre pensamento Ocidental e Oriental. O cuidar atento e empenhado dispensado por este aventureiro à sua motocicleta é a metáfora para uma tentativa de valorizar a tecnologia no nosso mundo, onde Buda existe tão perfeitamente nos circuitos digitais de um computador como nas pétalas de uma flor. O segredo reside na atitude. Uma obra polêmica que desde a sua primeira edição não deixou de inspirar milhões de pessoas em todo o mundo até hoje.
Mais do que escrever um simples e banal romance, o autor preocupa-se, sobretudo, em dar à sua obra um caráter existencialista.
Assim, por meio de um percurso pessoal, de âmbito filosófico e espiritual, tenta levar o leitor a meditar sobre o valor real da vida, nas suas facetas racionais, humanistas e transcendentes.
Escrito num estilo muito acessível, onde o humor se mistura com as contingências vivenciais do dia a dia, esta obra apelativa e agradável, tornou-se num clássico da literatura contemporânea, graças à contemporaneidade do seu assunto: a constatação dos antagonismos da existência.
A obra descreve a travessia da América, por estrada, numa motocicleta, em cujos principais personagens são pai e filho. Durante a travessia, as necessidades de manutenção e reparação mecânicas, da motocicleta, servem de referências metafóricas a uma bonita e desprendida aventura, que acaba na reconciliação do homem com a sua natureza e a sua condição.
Reconciliação que passa pela tentativa da construção de uma forma de ser e estar, onde se conjugam valores ocidentais e valores orientais (tal como o título assim sugere).
Este modelo de escrita quer na temática, quer no tipo de prosa, tratava-se, para a época da primeira edição, de algo diferente do habitual. Diferente não nos valores em questão, mas acima de tudo, pela fusão dos mesmos de forma tão arcaica e tão pouco teosófica. Na altura, em 1975, o pensamento ocidental estava saturado de estética "hippie", na qual figuravam, em grande, as filosofias e as formas de pensar religiosas de gênese oriental, contudo, a clivagem entre essas duas grandes culturas mantinha-se. A inovação trazida pelo autor, através dos seus textos, a princípio muito enjeitados (consta no Guinness como a obra que mais vezes foi rejeitada pelas potenciais editoras, 121 vezes no total) e depois adorados, tanto pelos leitores como pelos críticos, com cerca de 5 milhões de exemplares vendidos, consiste essa inovação, como dizíamos, numa conjugação rara que potencia a interpenetração de culturas.Tratando-se de um fato notável, na época, isso faz desta obra um livro pertinente ainda nos dias de hoje.
Apesar de marcada pela controvérsia desde o seu nascimento, os antagonismos interpretativos do momento da edição foram aos poucos e poucos, diluídos no tempo, convertendo o livro numa referência da literatura, imprescindível para figurar em qualquer biblioteca. Não sendo assim uma obra consensual, ela baseia nisso o seu êxito, tanto mais que continua a pôr em confronto o ideário ocidental e oriental. Enfim, um livro fascinante e atual, que ainda inspira milhões de pessoas.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Tempo é mais valioso que dinheiro
Você pode ganhar mais dinheiro, muito dinheiro, mas infelizmente não pode ganhar mais tempo.
O tempo não espera nada. Desfrute de cada um dos momentos que lhe são concedidos.
Quando você desperdiça o tempo, é um dia que foi subtraído de sua vida.
Por isso, gaste-o com sabedoria. Pois tudo que merece ser feito, precisa ser muito bem feito.
Nunca desperdice os seus dias de forma estúpida. Compreenda o quão valiosos eles são. É por isso que os dias nos custam muito caro.
E dessa forma, se alguém lhe pedir para gastar um dia, é uma decisão difícil de tomar.
Por isso sempre que decidir gastar o seu tempo em alguma coisa, então que valha a pena tê-lo gasto, que tenha agregado valor à sua existência.
Eu aceito o dinheiro que ganho, mas já não é o mais importante para mim.
Como o tempo é valioso, deixe-me dar o meu melhor.
Faça o mesmo. Dê sempre o melhor de você.
O tempo não espera nada. Desfrute de cada um dos momentos que lhe são concedidos.
Quando você desperdiça o tempo, é um dia que foi subtraído de sua vida.
Por isso, gaste-o com sabedoria. Pois tudo que merece ser feito, precisa ser muito bem feito.
Nunca desperdice os seus dias de forma estúpida. Compreenda o quão valiosos eles são. É por isso que os dias nos custam muito caro.
E dessa forma, se alguém lhe pedir para gastar um dia, é uma decisão difícil de tomar.
Por isso sempre que decidir gastar o seu tempo em alguma coisa, então que valha a pena tê-lo gasto, que tenha agregado valor à sua existência.
Eu aceito o dinheiro que ganho, mas já não é o mais importante para mim.
Como o tempo é valioso, deixe-me dar o meu melhor.
Faça o mesmo. Dê sempre o melhor de você.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Cancelamento da taxa de telefone fixo
Valores das taxas cobradas: R$ 40,37(residencial) e R$ 56,08 (comercial)
Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado.
Ligue 0800-619619, digite 1 e espere para falar com uma atendente.
Diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo.
O Projeto de Lei é o de nº 5476.
INTERESSE DE TODOS: cancelar a taxa do telefone fixo.
Esse tipo de assunto NÃO é veiculado pela mídia, porque eles não
têm interesse ou não estão preocupados com isso.
Mas quem paga religiosamente a conta somos nós!
Repetindo o telefone: 0800-619619 e após digite 1, funciona de segunda à sexta-feira das 8 h às 20h. (Câmara dos Deputados Federais).
Ligue para mudar esta situação.
Não pague mais pela assinatura do telefone fixo.
Ajudem na divulgação!
Entrando em vigor essa lei, só pagaremos pelas ligações efetuadas.
Esse projeto está tramitando na 'COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR' na Câmara Federal.
Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado.
Ligue 0800-619619, digite 1 e espere para falar com uma atendente.
Diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo.
O Projeto de Lei é o de nº 5476.
INTERESSE DE TODOS: cancelar a taxa do telefone fixo.
Esse tipo de assunto NÃO é veiculado pela mídia, porque eles não
têm interesse ou não estão preocupados com isso.
Mas quem paga religiosamente a conta somos nós!
Repetindo o telefone: 0800-619619 e após digite 1, funciona de segunda à sexta-feira das 8 h às 20h. (Câmara dos Deputados Federais).
Ligue para mudar esta situação.
Não pague mais pela assinatura do telefone fixo.
Ajudem na divulgação!
Entrando em vigor essa lei, só pagaremos pelas ligações efetuadas.
Esse projeto está tramitando na 'COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR' na Câmara Federal.
Visão da cabine do A-380
http://www.gillesvidal.com/blogpano/cockpit1.htm
Entre no site e você terá, em 360º, a cabine inteira do A380. Vale a pena conferir...
Clicar no botão indicativo de girar e com o mouse, pressionando seu botão esquerdo, fazer girar seu campo de visão. Só não sei se você ficará mais maravilhado com o cockpit, ou com o software que usaram para produzir essas imagens.
Entre no site e você terá, em 360º, a cabine inteira do A380. Vale a pena conferir...
Clicar no botão indicativo de girar e com o mouse, pressionando seu botão esquerdo, fazer girar seu campo de visão. Só não sei se você ficará mais maravilhado com o cockpit, ou com o software que usaram para produzir essas imagens.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Dia do Administrador
Nove de setembro é o "Dia Nacional do Administrador", por ser a data de assinatura da Lei nº 4769, de 9 de setembro de 1965, que criou a profissão de Administrador.
O dia do Administrador foi instituído pela Resolução CFA nº 65/68, de 09/12/68.
Histórico do Surgimento do Símbolo do Administrador
O Conselho Federal de Administração promoveu em 1979 um concurso nacional para a escolha de um símbolo que o representasse. Para tanto, foram convidados personalidades relacionadas às artes gráficas, como o industrial José E. Mindlin, o especialista em heráldica(arte de formar e descrever o brasão de armas) Adm. Rui Vieira da Cunha, o grafista Adm. Zélio Alves Pinto, o arquiteto Alexandre Wollner, além dos Presidentes dos Conselhos Regionais de Administração do Rio de Janeiro e de São Paulo, Adm. Antônio José de Pinho e Adm. Roberto Carvalho Cardoso, e do Conselheiro Federal Arlindo Braga Senna, para compor um corpo de jurados que deveriam julgar e escolher o Símbolo da Profissão do Administrador.
O concurso recebeu trezentas e nove sugestões, vindas de quase todos os Estados brasileiros. Esses trabalhos foram analisados por sete membros do júri e teve como primeiro resultado a seleção de 40 (quarenta) trabalhos para serem escolhidos na segunda fase de julgamento. No dia 9 de abril de 1980, em Brasília/DF, foram selecionados 10 (dez) trabalhos para uma segunda fase de julgamento. A escolha final, dificílima, devido às linguagens gráficas distintas e oriundas das diversas regiões do país, finalmente legitimou o símbolo já bastante conhecido, que representa em todo o território nacional a profissão do Administrador. O trabalho escolhido foi apresentado por um grupo de Curitiba, denominado "Oficina de Criação".
Símbolo da Profissão:

O Símbolo escolhido para identificar a profissão do administrador tem a seguinte explicação justificada pelos seus autores:
• A forma aparece como intermediário entre o espírito e a matéria.
• Para Goethe o que está dentro (idéia), está também fora (forma).
1. JUSTIFICATIVA:
O quadrado é o ponto para atingir o símbolo, uma condensação expressiva e precisa correspondente ao (intensivo/qualitativo), por contraposição ao (extensivo/quantitativo).
2. O QUADRADO COMO PONTO DE PARTIDA:
Uma forma básica, pura, onde o processo de tensão de linhas é recíproco;
Sendo assim, os limites verticais/horizontais entram em processo recíproco de tensão.

O quadro como ponto de partida: uma forma básica, pura, onde o processo de tensão de linhas é recíproco. Sendo assim, os limites verticais/horizontais entram em processo recíproco de tensão.
"Uma justificativa para a profissão, que possui também certos limites em seus objetivos: organizar, dispor para funcionar, reunir, centralizar, orientar, direcionar, coordenar, arbitrar, relatar, planejar, dirigir, encaminhar os diferentes aspectos de uma questão para o objetivo comum".
"O quadro é regularidade, possui sentido estático quando apoiado em seu lado, e sentido dinâmico quando apoiado em seu vértice (a posição escolhida)".
"As flechas indicam um caminho, uma meta, a partir de uma premissa, de um princípio de ação (o centro)".
"As flechas centrais se dirigem para um objetivo comum, baseado na regularidade (...) as laterais, as metas a serem atingidas".
O dia do Administrador foi instituído pela Resolução CFA nº 65/68, de 09/12/68.
Histórico do Surgimento do Símbolo do Administrador
O Conselho Federal de Administração promoveu em 1979 um concurso nacional para a escolha de um símbolo que o representasse. Para tanto, foram convidados personalidades relacionadas às artes gráficas, como o industrial José E. Mindlin, o especialista em heráldica(arte de formar e descrever o brasão de armas) Adm. Rui Vieira da Cunha, o grafista Adm. Zélio Alves Pinto, o arquiteto Alexandre Wollner, além dos Presidentes dos Conselhos Regionais de Administração do Rio de Janeiro e de São Paulo, Adm. Antônio José de Pinho e Adm. Roberto Carvalho Cardoso, e do Conselheiro Federal Arlindo Braga Senna, para compor um corpo de jurados que deveriam julgar e escolher o Símbolo da Profissão do Administrador.
O concurso recebeu trezentas e nove sugestões, vindas de quase todos os Estados brasileiros. Esses trabalhos foram analisados por sete membros do júri e teve como primeiro resultado a seleção de 40 (quarenta) trabalhos para serem escolhidos na segunda fase de julgamento. No dia 9 de abril de 1980, em Brasília/DF, foram selecionados 10 (dez) trabalhos para uma segunda fase de julgamento. A escolha final, dificílima, devido às linguagens gráficas distintas e oriundas das diversas regiões do país, finalmente legitimou o símbolo já bastante conhecido, que representa em todo o território nacional a profissão do Administrador. O trabalho escolhido foi apresentado por um grupo de Curitiba, denominado "Oficina de Criação".
Símbolo da Profissão:

O Símbolo escolhido para identificar a profissão do administrador tem a seguinte explicação justificada pelos seus autores:
• A forma aparece como intermediário entre o espírito e a matéria.
• Para Goethe o que está dentro (idéia), está também fora (forma).
1. JUSTIFICATIVA:
O quadrado é o ponto para atingir o símbolo, uma condensação expressiva e precisa correspondente ao (intensivo/qualitativo), por contraposição ao (extensivo/quantitativo).
2. O QUADRADO COMO PONTO DE PARTIDA:
Uma forma básica, pura, onde o processo de tensão de linhas é recíproco;
Sendo assim, os limites verticais/horizontais entram em processo recíproco de tensão.
O quadro como ponto de partida: uma forma básica, pura, onde o processo de tensão de linhas é recíproco. Sendo assim, os limites verticais/horizontais entram em processo recíproco de tensão.
"Uma justificativa para a profissão, que possui também certos limites em seus objetivos: organizar, dispor para funcionar, reunir, centralizar, orientar, direcionar, coordenar, arbitrar, relatar, planejar, dirigir, encaminhar os diferentes aspectos de uma questão para o objetivo comum".
"O quadro é regularidade, possui sentido estático quando apoiado em seu lado, e sentido dinâmico quando apoiado em seu vértice (a posição escolhida)".
"As flechas indicam um caminho, uma meta, a partir de uma premissa, de um princípio de ação (o centro)".
"As flechas centrais se dirigem para um objetivo comum, baseado na regularidade (...) as laterais, as metas a serem atingidas".
domingo, 23 de agosto de 2009
Você sabe o que é um palíndromo?
Um palíndromo, é uma palavra, frase (anacíclicas) ou um número (capicua) que se lê da mesma maneira nos dois sentidos normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR, OMO.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase de tras pra frente, só para conferir), selecionei alguns dos palíndromos mais conhecidos da língua de Camões...
A CARA RAJADA DA JARARACA
A RITA, SOBRE VOVÔ, VERBOS ATIRA.
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR, OMO.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase de tras pra frente, só para conferir), selecionei alguns dos palíndromos mais conhecidos da língua de Camões...
A CARA RAJADA DA JARARACA
A RITA, SOBRE VOVÔ, VERBOS ATIRA.
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
O que é tautologia?
Taulologia ou pleonasmo é o termo usado para definir um dos vícios de linguagem ou figura de estilo. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. Também conhecido redundância.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'.
Mas há muitos outros, que devemos evitá-los:
- cursar 'um curso'
- hemorragia 'de sangue'
- a viúva 'do finado'
- monopólio 'exclusivo'
- opinião individual 'de cada um'
- plebiscito 'popular'
- viver 'a vida'
- abismo 'sem fundo'
- anexar 'junto'
- ganhar 'grátis'
- escolha 'opcional'
- canja 'de galinha'
- goteira 'no teto'
- países do mundo'
- repetir 'de novo'
- demente 'mental'
- sorriso 'nos lábios'
- bilateral 'entre os dois'
- multidão 'de pessoas'
- comparecer 'pessoalmente'
- entrar 'para dentro'
- sair 'para fora'
- roubar objeto 'alheio'
- elo 'de ligação'
- acabamento 'final'
- certeza 'absoluta'
- quantia 'exata'
- nos dias 8, 9 e 10, 'inclusive'
- juntamente 'com'
- expressamente 'proibido'
- em duas metades 'iguais'
- sintomas 'indicativos'
- há anos 'atrás'
- vereador 'da cidade'
- outra 'alternativa'
- detalhes 'minuciosos'
- a razão é 'porque'
- anexo 'junto' à carta
- de sua livre 'escolha'
- superávit 'positivo'
- 'todos' foram unânimes
- conviver 'junto'
- fato 'real'
- encarar 'de frente'
- amanhecer 'o dia'
- criação 'nova'
- retornar 'de novo'
- empréstimo 'temporário'
- surpresa 'inesperada'
- escolha 'opcional'
- planejar 'antecipadamente'
- abertura 'inaugural'
- continua 'a permanecer'
- a última versão 'definitiva'
- possivelmente 'poderá ocorrer'
- comparecer 'em pessoa'
- gritar 'bem alto'
- propriedade 'característica'
- demasiadamente 'excessivo'
- a seu critério 'pessoal'
- exceder 'em muito'
- Almirante 'da Marinha'
- essa hitória é baseada em 'fatos reais'
Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, surpresa 'inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
sábado, 22 de agosto de 2009
Resenha do Livro: O mundo é plano

No livro “O mundo é plano: uma breve história do século XXI”, da Editora Objetiva (471p),Thomas Friedman descreve como o processo de globalização se desenvolveu ao longo da história e quais as características dessa evolução. Nele o autor conclui que o mundo está se tornando cada vez mais plano – uma alusão à redução das distâncias ocasionada pelo aumento da velocidade das comunicações – devido aos avanços tecnológicos advindos da ampliação da globalização atual que tem reduzido diferenças e distâncias entre povos.
Friedman afirma que houve um investimento maciço global em tecnologia a partir dos anos 90, quando se ampliaram as instalações de conectividade em banda larga combinado com uma contínua redução nos preços dos computadores. Esses elementos atuaram como fatores de convergência, que aproximaram povos distantes e aceleraram o efeito de planificação do mundo.
A idéia de um mundo plano contém o aspecto positivo de maior intercâmbio de conhecimento, mas possui o lado negativo ao favorecer também a expansão do terrorismo. Na visão de Friedman, ele se aproveitou desse processo e, explorando antigas tensões existentes entre alguns povos, espalhou ódio e terror.
Ele divide o processo de globalização em três etapas: a primeira, corresponde ao período dos descobrimentos iniciados em 1492 e vai até 1800, com o predomínio do uso da força pelos países; a segunda etapa compreende o período de 1800 a 2000 (sendo interrompido pela Grande Depressão de 1929 e pelas duas guerras mundiais), caracterizando-se pela expansão das multinacionais; a terceira, inicia-se em 2000 até os dias de hoje.
A etapa atual do processo de globalização se caracteriza pela transferência de atividades consideradas inferiores na cadeia de valor para outros países, como por exemplo, a Índia, a China e o México. Esse movimento é conhecido como offshoring e segue a lógica dos mercados de buscar a realização do trabalho onde ele puder ser feito de forma mais eficaz, eficiente e ao menor custo. Essa tendência revela que as relações de trabalho no mundo plano estão em transformação.
Uma outra importante característica atual do trabalho é a transferência das estações de trabalho para o lar. Segundo o autor, cerca de 16 % da força de trabalho nos EUA, desenvolve suas atividades profissionais em casa. Este tipo de trabalho vem sendo denominado de homesourcing e caracteriza a tendência à busca permanente de redução dos custos e aumento da eficácia por parte das empresas. Friedman acredita que essas transformações nas relações de trabalho também atingem o âmbito militar. Ele relata uma visita ao acampamento da 24ª Força Expedicionária de Fuzileiros Navais dos EUA, próximo a Faluja, no Iraque, em 2004, onde pôde verificar os efeitos do mundo plano nas operações militares.
Naquela ocasião o autor presenciou uma ação militar empregando um Predator (VANT - Veículo Aéreo Não Tripulado) que transmitia as imagens do local em sistema de videoconferência enquanto oficiais de operações, nos EUA, debatiam por chat como as forças deveriam ser empregadas em solo iraquiano. Uma importante constatação a que chegou Friedman é que no mundo plano a quantidade de informações disponíveis tende a aproximar os escalões da hierarquia militar.
Thomas Friedman identifica 10 forças no impulso da transformação mundial na terceira etapa da globalização: a queda do muro de Berlim (09/11/1989); a entrada das ações da empresa Netscape no pregão da bolsa de valores de Nova York (09/08/1995) (marco da importância econômica da Internet); o desenvolvimento de softwares de fluxo de trabalho interoperáveis, permitindo o intercâmbio de informações entre sistemas e a integração do trabalho nas organizações; o uso de programas de código aberto (softwares compartilhados que não possuem exclusividade no direito de uso); a terceirização de serviços usando a Internet; a ampliação das atividades de offshoring; o aprimoramento e a consistência das cadeias de fornecimento; a internalização ou insourcing (uma nova forma de colaboração e criação horizontal de valor que nivela pequenas empresas); a ampliação da oferta de informações pelas ferramentas de localização na internet como o “Google”; as novas tecnologias wireless e o Voice Over Internet Protocol (VOIP) que amplificam e potencializam todas as demais forças transformadoras, pela facilidade que introduzem nas comunicações que empregam a internet.
A TRIPLA CONVERGÊNCIA
Segundo Friedman a convergência de três fatores fundamentais orienta o desenvolvimento econômico e social do novo mundo plano. A primeira refere-se à combinação de softwares e hardwares de fluxo de trabalho, que viabilizam a participação em tempo real via web do trabalho de pessoas independente dos limites geográficos.
A segunda diz respeito à formação de uma massa crítica de gerentes, consultores, formadores, especialistas em TI, executivos e demais profissionais familiarizados e capazes de desenvolver processos e práticas empresariais para criação de valores e hábitos no novo mundo plano. A terceira ocorre por efeito das 10 forças de transformação da globalização que propiciou a entrada em cena de cerca de 3 bilhões de pessoas de países como a China, Índia, Rússia, Leste da Europa, América Latina e Ásia, até então alijadas do processo devido às estruturas políticas e econômicas anteriormente existentes.
Friedman afirma que a tripla convergência levará as sociedades modernas à revisão dos seguintes aspectos: a forma de preparação dos indivíduos para o trabalho; a forma de competição entre as empresas; as organizações econômicas dos países e suas considerações geopolíticas; políticas sociais; conceitos de exploração econômica; perda de identidade nacional das empresas; conceito de Estado-nação; o surgimento de empresas globais.
Para ele, à medida que o mundo se achata as hierarquias vão sendo niveladas, nos dois sentidos, tanto de baixo para cima quanto de cima para baixo. Esse conceito também se aplica ao campo militar, como relatou o autor em sua experiência de 2004 no Iraque.
OS EUA E O MUNDO PLANO
Thomas Friedman afirma que a terceirização é uma conseqüência das transformações promovidas pela etapa da globalização que vivemos, onde deve prevalecer o livre-comércio, pois mudanças estão continuamente em curso e novos produtos surgem todos os dias. Além disso, os produtos ou serviços diretamente relacionados ao conhecimento tendem a se valorizar, pois são aplicados a um mercado global, enquanto os serviços relacionados basicamente ao trabalho braçal devem sofrer desvalorização, pois são oferecidos a um mercado cada vez mais restrito. Para confirmar essa tendência histórica o autor menciona o trabalho na agricultura norte-americana, que há 150 anos atrás era responsável por 90% do emprego da mão-de-obra e hoje possui um percentual inferior a 4%. No ambiente da moderna economia do conhecimento predomina a especialização e por isso o autor afirma que a vantagem comparativa de países como os EUA é a produção intensiva de bens em conhecimento.
Para Friedman, a China e a Índia não empurram os EUA para baixo, mas para cima, ao estimularem o desenvolvimento de novas tecnologias, novos conhecimentos como forma de superação competitiva. Nesse sentido, o caminho do desenvolvimento econômico dos EUA está em ampliar competências e investir em práticas que permitirão a cada indivíduo norte-americano participar do mercado global.
OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO E O MUNDO PLANO
Segundo o autor, países em desenvolvimento deveriam avaliar seu posicionamento diante da realidade do achatamento global para tirar vantagens das novas plataformas. Essa avaliação corresponderia a uma introspecção que indicasse os limites para se entrar no jogo global, combatendo a pobreza pelo crescimento econômico e do comércio.
Para ele as verdadeiras reformas devem atingir quatro aspectos da sociedade: infra-estrutura, instituições reguladoras, educação e cultura. É preciso que haja um crescimento produtivo e competitivo, adequado aos recursos disponíveis em cada país. Nessa lógica as condições básicas para evolução econômica na atualidade podem ser medidas pela facilidade em: iniciar um negócio (quanto a normas, regulamentos e taxas), contratar ou dispensar funcionários, fazer valer contratos, obter crédito e encerrar empresas.
Alguns países apresentam elevado grau de dificuldade nessas atividades, indicando que se afastam das condições favoráveis ao crescimento econômico no mundo plano, tais como: Indonésia, Haiti, Congo, El Salvador, Guatemala, Nigéria, México, Brasil e Venezuela. Outros países demonstram maior grau de adaptação aos novos tempos, ao atenderem essas condições, tais como: Austrália, Dinamarca, Singapura, Holanda, Áustria, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, Noruega, Finlândia e EUA.
Historicamente, observa-se que a relação da riqueza dos países com suas culturas revela a importância da localização e dos recursos naturais. Nesse aspecto, Friedman se refere à internalização de valores como o trabalho árduo, prosperidade, honestidade, paciência e tenacidade, abertura às mudanças tecnológicas e igualdade social, ressaltando a abertura a novas idéias e a internalização cultural pela sociedade como fatores chave para participação adequada em um mundo plano. A conclusão, nesse aspecto é que os povos muçulmanos encontram-se em desvantagem para competirem no mundo plano. Entretanto, ressalva Friedman, isso pode mudar, pois a cultura não é estática.
Além disso, o desenvolvimento econômico no mundo plano está relacionado a elementos intangíveis, que compreendem a disposição e a capacidade de uma sociedade em se unir e se sacrificar em prol do desenvolvimento econômico. Também são necessárias lideranças na sociedade que transmita a correta visão sobre o que precisa ser feito para esse desenvolvimento. A China é um bom exemplo de que a inserção no mundo globalizado é mais uma questão de liderança do que de democracia.
A educação é o esteio desse processo, capaz de promover e sustentar o conjunto de mudanças necessárias ao desenvolvimento com maior rapidez.
AS EMPRESAS E O MUNDO PLANO
As empresas enfrentam o desafio de ajustar-se ao achatamento global, desenvolvendo estratégias que viabilizem o crescimento econômico e as adequem às mudanças. As estratégias que podem atender a esses requisitos são: não construir muralhas, ou seja, agir pró-ativamente, usar a imaginação para criar soluções colaborativas que atendam às necessidades dos clientes; comportar-se como uma grande empresa, ainda que não seja, explorando oportunidades, o que requer rapidez no aproveitamento dos instrumentos de colaboração (cadeias de fornecimento, terceirização e uso intensivo da internet); comportar-se como uma empresa pequena, ainda que não seja, permitindo a seus clientes agirem como grandes, usando principalmente recursos de Internet que facilitem a customização dos produtos oferecidos; buscar as melhores parcerias para levar a efeito os seus negócios, devido a complexidade crescente na criação de valor; manter uma estrutura saudável, fazendo uma auto-avaliação e apresentando os resultados desse esforço nas entregas aos clientes; terceirizar para inovar com rapidez e a custo reduzido a fim de crescer, ganhar fatias de mercado e contratar colaboradores de diferentes especialidades necessários as variadas demandas do mundo plano; efetuar terceirizações que atendam as necessidades dos empresários sociais.
GEOPOLÍTICA E O MUNDO PLANO
Thomas Friedman acredita que a existência da classe média é essencial porque confere estabilidade geopolítica às sociedades, mas adverte que essa classe não é um estado de rendimento e sim um estado de espírito. Nela se incluem as pessoas que acreditam ter um caminho para escapar da pobreza. Quando essa esperança desaparece podem surgir sérios problemas sociais. A falta de uma classe média desenvolvida é um obstáculo ao aplainamento do mundo e cria bolsões de excluídos, como ocorre na África e América do Sul.
Friedman afirma que os movimentos anti-globalização surgiram como uma forma de oposição ao Banco Mundial, ao FMI e ao G8. Esses movimentos ganharam força com a crescente oposição mundial à invasão militar norte-americana no Iraque. A globalização foi associada diretamente aos EUA, incorporando aos seus opositores os anti-americanos. Para o autor, os movimentos anti-globalização encerram hoje uma contradição fundamental ao não reconhecerem que a globalização está diminuindo a pobreza em países como a China e a Índia e também nos países do leste europeu.
De fato essa é uma discussão de como globalizar, uma vez que o processo se mostra como irreversível. Qual o modelo que reúne a melhor combinação de recursos e competências e como os Estados podem contribuir para esse processo que ao final deverá gerar crescimento econômico? Igualmente, Friedman sugere que os movimentos anti-globalização devam orientar-se pelo fundamento que motivou suas iniciativas originais, ou seja, o combate à pobreza de forma eficaz, e não combatendo o crescimento econômico.
Segundo Friedman, as diferenças culturais entre as sociedades geraram sentimentos de antagonismo à globalização e ao que ela representa. Esse tipo de reação ficou característica nos povos árabes e muçulmanos, que não estavam preparados para conviver com as diferenças culturais que a globalização evidenciou. Contribui para essas diferenças o fato de muitos desses povos viverem sob o domínio de governos autoritários que limitam as opções de desenvolvimento humano de dezenas de milhões de jovens muçulmanos. Isso permite afirmar que a globalização facilitou a percepção desses contrastes.
Friedman entende que os fundamentalistas islâmicos, preocupados com as “ameaças” aos seus arraigados valores e crenças, entenderam que atacar a liberdade apregoada pela cultura globalizante seria a melhor maneira de combate. Para isso resolveram minar o requisito fundamental do processo: a confiança. Thomas Friedman sustenta que o recurso ao terrorismo foi adotado como uma tentativa de negar a confiança entre povos e a abertura cultural, impondo limites à expansão da globalização. A dissonância cognitiva exposta pelas diferenças entre as sociedades estimulou um sentimento de humilhação e colocou os fundamentalistas islâmicos diante de um dilema: abandonar sua idolatrada religião ou permanecer na retaguarda do progresso tecnológico atualmente experimentado pela humanidade.
Diante desse indesejável dilema a violência tornou-se uma saída aceitável. Em outras palavras, a frustração e o sentimento de humilhação nutriram o terrorismo para o combate aos valores da globalização materializados nos EUA.
Outro obstáculo geopolítico ao achatamento do mundo é a limitação de recursos naturais e a crescente degradação do meio-ambiente. Há um entendimento de que o planeta não suportaria atender mais 1,3 bilhões de consumidores, correspondentes a China, Índia e países do leste europeu, nas mesmas condições em que vivem os demais países desenvolvidos. Friedman menciona dados do Banco Mundial, segundo os quais a China possui 16 de suas cidades entre as 20 mais poluídas do mundo. A conclusão do autor é a de que as alterações climáticas percebidas pelas sociedades na atualidade podem impor restrições ao processo de desenvolvimento econômico.
A PREVENÇÃO DE CONFLITOS
As cadeias de produção de muitos produtos modernos, como por exemplo, os computadores DELL, envolvem componentes de diversos países, como Coréia do Sul, Filipinas, Malásia, Costa Rica, México, Singapura, Japão, Taiwan e China, além de diversas empresas nos EUA. Essa extensão planetária de cadeia de fornecimento revela um risco sistêmico em caso de guerra. Por outro lado, a dependência externa dos diversos participantes da cadeia também sugere uma influência do mundo plano no equilíbrio geopolítico e nas ameaças clássicas de conflito. Na medida em que os países estreitam seus laços de complementaridade econômica, aumentam também as restrições às possibilidades de guerras contra países vizinhos, o que não significa dizer que as guerras tenham se tornado eventos obsoletos.
Grupos terroristas, como o Al-Qaeda, já perceberam a possibilidade de formarem suas cadeias informais globais de suprimento com fins voltados para causar destruição e mortes. Ou seja, para combater os resultados da globalização os terroristas se utilizam de seus efeitos, como o de permitir que pequenos atuem como grandes e facilitar a comunicação. Nesse sentido, Friedman alerta para que se evite a todo custo que terroristas tenham acesso a artefatos nucleares, o que ampliaria em muito o poder de intimidação do terrorismo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A leitura do livro “O Mundo é Plano” torna-se requisito para entender a dinâmica atual do processo de globalização em que vivemos, bem como de seu desenvolvimento histórico. O acelerado desenvolvimento tecnológico dos últimos tempos promoveu o achatamento do mundo, aproximou povos e culturas, evidenciou as diferenças culturais e permitiu que pequenos pensassem e agissem como grandes. Essas transformações estão alterando as relações de trabalho e tornando as hierarquias mais horizontais. Nesse ambiente, identifica-se a tendência dos países desenvolvidos concentrarem seus recursos e competências na produção de conhecimentos para geração de valor, enquanto que os países em desenvolvimento se mantêm na parte inferior da cadeia produtiva até que se adequem às condições necessárias a completa inserção na economia global.
É útil a interpretação do terrorismo como uma forma de reação de povos menos globalizados ao avanço cultural decorrente da planificação do mundo, pois sugere a necessidade de se desenvolver não só as relações comerciais e econômicas entre os povos, mas também as iniciativas de fomento à educação e à aproximação cultural.
Um importante aspecto na análise feita por Friedman refere-se aos desdobramentos geopolíticos das transformações produzidas pela globalização. O autor relaciona a geopolítica aos valores do mundo plano, onde a importância da conformação geográfica e a orientação política são menos importante que na visão clássica, na medida em que identifica a globalização de pessoas e não de Estados. O entendimento de que o terrorismo e a questão ambiental podem frear o processo de globalização parece bastante hodierno e certamente merecerão especial atenção das lideranças políticas para continuidade do crescimento econômico no planeta.
Por fim, Friedman deixa claro o entendimento que se trata de um processo irreversível, sem o qual não se pode imaginar que um país possa crescer autonomamente de forma sustentada na terceira etapa da globalização.
Assinar:
Postagens (Atom)
BUSCA PERSONALIZADA
Busca personalizada