segunda-feira, 20 de junho de 2022
Efeito fotoelétrico.
quarta-feira, 15 de junho de 2022
Neurociência: entenda como funciona o cérebro do adolescente
Vulnerabilidade, ajustes, emoções intensas, reatividade, hipersensibilidade emocional, busca incessante por novas emoções, comportamento impulsivo e procura contínua por uma identidade – essas são algumas experiências que compõem a vida de um adolescente. Mas afinal, o que gera toda essa sucessão de ondas emocionais?
Acreditava-se, até algumas décadas atrás, que o desenvolvimento do cérebro era concluído no fim da infância. No entanto, sabe-se hoje, que o processo de desenvolvimento do cérebro humano vai até os 25 anos aproximadamente.
Afinal, como funciona o cérebro do adolescente?
Desta forma, o período da adolescência é de extrema importância na reorganização neural e nas mudanças que afetam drasticamente a formação de nossa identidade. Mas que partes do cérebro estão envolvidas nas mudanças enfrentadas na adolescência? Duas áreas merecem um estudo mais detalhado: o sistema límbico e o córtex pré-frontal.
O sistema límbico é a estrutura mais importante para a memória (hipocampo) e está próximo à amígdala, uma estrutura que ajuda a produzir emoções. Essa relação anatômica garante que as experiências carregadas de emoção sejam mais facilmente lembradas que os eventos neutros.
Já o córtex pré-frontal, última camada do cérebro a amadurecer, é a área responsável pelo pensamento crítico, tomada de decisão, autocontrole, planejamento, atenção, organização, controle de emoção, de riscos e impulsos, automonitorização, empatia e resolução de problemas.
Na adolescência, como o córtex pré-frontal ainda está em desenvolvimento, os jovens fazem uso da amígdala para tomar decisões e resolver problemas. Vale lembrar que a amígdala está associada a emoções, impulsos, agressividade e comportamento instintivo.
Para completar esse caleidoscópio de emoções, o cérebro adolescente contém níveis mais baixos de serotonina e dopamina, neurotransmissores que proporcionam a sensação de prazer e bem-estar. Isso pode gerar o aumento da agressão, juntamente com níveis mais altos de testosterona, contribuindo para explosões de raiva e comportamento impulsivo. Os lobos frontais do cérebro, por sua vez, não estão totalmente desenvolvidos nesses anos, o que limita a função cerebral na resolução de problemas, na regulação emocional e no foco.
Os estudos de neurociência nos ajudam a responder algumas perguntas que fazemos ao lidarmos com adolescentes. Listamos algumas dessas indagações:
Por que a organização não é uma prioridade para a maioria dos adolescentes?
O fato é que a organização exige um alto nível de controle cognitivo e a maneira como o cérebro adolescente está conectado, tendo pouco acesso aos lobos frontais, dificulta o processo de planejamento. Levado pelas emoções, via sistema límbico, o adolescente busca novas aventuras, não tendo foco na organização.
Por que os adolescentes não se desgrudam dos seus celulares, nem mesmo na hora das refeições ou durante as aulas?
O cérebro adolescente está constantemente buscando estímulos e por ainda não terem pleno acesso ao córtex pré-frontal, não conseguem enviar para si mesmos as mensagens de “chega por hoje”, “preciso me concentrar”, “preciso prestar mais atenção à aula”. Sendo assim, ainda precisam da ajuda de pessoas mais experientes para lhes mostrar comportamentos que sejam mais produtivos.
Por que muitas vezes nos sentimos cada vez mais distantes dos adolescentes? Por que eles não falam conosco adequadamente?
A adolescência é uma era de autodescoberta e busca por novidades, então, é natural que eles comecem a cortar laços. Como funciona o cérebro do adolescente? Você pode se perguntar. Bem, os adolescentes precisam se tornar independentes, mas vivemos em um mundo muito complexo, e nenhuma outra geração na história teve tanta exposição aos inputs que surgem quando estão online. Desta forma, nós, pais e professores precisamos estar vigilantes e permanecer conectados a eles.
Que problemas mentais são manifestados na adolescência?
Transtorno de ansiedade e depressão são comuns nessa fase. O transtorno bipolar e a esquizofrenia geralmente surgem no final da adolescência e início dos 20 anos, visto que precisamos dos lobos frontais para manifestar tais distúrbios.
Adolescentes que se isolam socialmente, ganham ou perdem muito peso e param de cuidar de si mesmos, precisam de uma atenção especial da família e da escola. Ironicamente, nesta idade, se eles têm uma doença mental emergente, nem todos os seus pares estão equipados para serem compreensivos como os adultos, já que muitos não têm empatia, sintoma mais associado ao córtex pré-frontal.
Muitas pessoas pensam que a capacidade para o desempenho acadêmico é definida desde muito cedo, porém isso pode mudar de forma dramática durante a adolescência. Sendo assim, a forma como se trabalha na escola, colocando os estudantes no centro do processo da aprendizagem, e o quanto de atenção se recebe nesse período fazem uma grande diferença na resposta do adolescente frente ao desempenho acadêmico.
A maneira como o adolescente vê o mundo é consequência de um cérebro que está em plena transformação, que segue um cronograma. Tais mudanças os levam a ter mais autoconsciência, a estarem dispostos a correr mais riscos e assumir comportamentos motivados pelos colegas.
terça-feira, 7 de junho de 2022
Pesquisa da NASA revela que perdemos a criatividade ao longo do tempo.
Os cientistas aplicaram em um determinado grupo de pessoas um teste que descobriria a capacidade de ter novas ideias na resolução de problemas. O estudo foi feito com 1.600 crianças entre 4 e 5 anos de idade e 98% delas utilizaram plenamente sua criatividade. Para acompanhar o desenvolvimento da criatividade dessas crianças, o estudo foi replicado cinco anos depois, quando as crianças estavam com 10 anos de idade. O resultado foi que apenas 30% delas mostraram seu potencial criativo. Já quando o teste foi aplicado quando as crianças tinham 15 anos, o número diminuiu para 12%. Na vida adulta o resultado foi ainda mais alarmante: menos de 2% delas permaneciam no grupo.
O resultado é um pouco preocupante, George Land diz que o maior culpado pela diminuição da criatividade são as instituições de ensino. “Como estamos construindo muitas dessas fábricas, tivemos que construir fábricas também para seres humanos, chamadas escolas. Assim, poderíamos fabricar pessoas que poderiam funcionar bem nas fábricas”, explica o cientista.
Segundo George existem dois tipos de pensamentos que ocorrem no nosso cérebro, o divergente, que gera novas possibilidades através da imaginação e o convergente, que faz julgamento e ajuda você a tomar uma decisão. O pensamento divergente atua como um acelerador e o convergente como um freio e a medida que somos educados aprendemos a usar os dois pensamentos ao mesmo tempo, o que acaba fazendo os neurônios lutarem entre si e diminuindo o poder do cérebro.
O que fazer para manter a criatividade
Apesar do que muita gente pensa, a criatividade pode ser recuperada e ela depende de prática constante para ser desenvolvida. “Essa capacidade nunca vai embora. A parte do cérebro que produz essa imaginação maravilhosa é algo que você exercita todos os dias quando está sonhando”, explica George Land.
A criatividade é adquirida ao longo da vida e ela não se manifesta apenas em trabalhos artísticos, mas em todas as áreas da vida, sendo um item essencial para a resolução de problemas. Qualquer atividade que faça você “desligar” seu pensamento convergente, como ler, ouvir música, desenhar, beber uma cerveja ou apenas caminhar pode ajudar a resgatar a criatividade que está escondida.
No livro Ponto de Ruptura e Transformação, escrito em 1990, o cientista George Land concluiu que nós aprendemos a ser "não criativos". O resultado dessa inibição afeta nossas vidas em diferentes aspectos, inclusive no âmbito profissional. x
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Aprendizagem e Memória
O cérebro é um órgão extremamente adaptável. E a capacidade de se adaptar aos mais diversos estímulos é na verdade um espectro de algumas de suas habilidades mais importantes: aprender e memorizar.
Memórias episódicas
O contexto desempenha um papel inegavelmente importante na memória. A informação aprendida está ligada ao contexto de aprendizagem, e o contexto pode ser uma pista de recuperação notavelmente potente.
Melhora na memória verbal
Pequena molécula que ajuda na regulação do sono
Pesquisadores das Universidades de Copenhague e Aalborg conduziram um novo estudo demonstrando que uma pequena molécula presente nas células cerebrais afeta o nível de hipocretina, responsável por nos fazer sentir acordados durante o dia e cansados à noite.
A importância do monitoramento da carga de uma sessão de treino
Uma pesquisa recente lançou luz sobre a importância de monitorarmos a carga de uma sessão de treino.
Processar informações é fundamental para a sobrevivência.
Processar emoções, particularmente distinguir entre o perigo e a segurança, é fundamental para a sobrevivência.
Combustível do futuro: Hélio - 3
O hélio-3 pode servir como base de energia limpa para nossa civilização, mas, atualmente, ele só é encontrado em abundância na Lua, afirma o professor Ricardo Galvão, do Instituto de Física da USP.
Em um estudo publicado na revista Nature Geoscience, cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, descobriram evidências de que um recurso raro chamado hélio-3 é potencialmente dez vezes mais comum na Terra do que se imaginava.
Conforme explica Ricardo Galvão, especialista em Física de Plasmas e Fusão Nuclear Controlada e professor do Instituto de Física (IF) da USP, o hélio-3 é um isótopo do hélio, o que significa que ele contém o mesmo número de prótons que esse elemento comum, mas um número diferente de nêutrons.
Na pesquisa, os cientistas americanos usaram uma nova técnica para detectar de que maneira os níveis de hélio estão subindo no nosso planeta. O isótopo, de acordo com Galvão, foi surpreendentemente encontrado na Terra durante um estudo que pretendia mensurar a presença de outra “versão” do hélio, o hélio-4. “Eles começaram com hélio-4, fazendo uma comparação da concentração relativa dele com o nitrogênio. O nitrogênio é muito abundante na atmosfera. A partir de uma análise, eles notaram que existia mais hélio-4 na atmosfera do que estimativas anteriores”, afirma.
Com isso, os pesquisadores confirmaram que a concentração desse isótopo tem aumentado, já que a substância é liberada principalmente durante a queima e extração de combustíveis fósseis. O isótopo de hélio-4 é produzido pelo decaimento radioativo na crosta terrestre e se acumula nos mesmos reservatórios que os combustíveis fósseis, em especial os de gás natural.
No decorrer do estudo, contudo, os geocientistas notaram a presença do valioso hélio-3 que, de acordo com o trabalho, está também aumentando junto com o hélio-4 em nossa atmosfera, ainda que em níveis muito menores do que fora dela.
Mas como, ainda que hipoteticamente, poderíamos utilizar o hélio-3 como combustível nuclear aqui na Terra? O professor Galvão explica que, primeiro, precisamos diferenciar como obtemos energia de reações nucleares. Uma delas é a fusão nuclear, “que é a forma pela qual as estrelas obtêm energia”, esclarece ele.
Entretanto, o que fazemos na Terra, principalmente, é a fissão nuclear, ou seja, bombardeamos átomos com nêutrons para quebrar o seu núcleo e gerar energia. Para isso, utilizamos dois isótopos de hidrogênio, o deutério e o trítio. A reação entre eles gera os resíduos que chamamos de lixo nuclear. O hélio-3, se descoberto em abundância, tomaria o lugar do trítio e a reação, teoricamente, seria bem menos perigosa para o planeta.
“Tanto nos reatores a fissão quanto nos reatores a fusão atualmente utilizamos deutério e trítio. Um dos problemas é que a energia que sai gera nêutrons de alta energia; os nêutrons são partículas que, quando bombardeiam parte do reator, fazem com que esses elementos se tornem radioativos; elementos radioativos que precisam ser armazenados por muito tempo, centenas de anos”, elabora Galvão. “Já o hélio-3, quando reage com deutério, não produz nêutrons energéticos, a energia sai imediatamente em partículas carregadas, então, não haveria radiação dos elementos dos reatores”, finaliza.
Por isso, a descoberta recente é importante porque o hélio-3 pode servir como base de energia limpa para nossa civilização, ainda que detectado na Terra em quantidades pequenas. Atualmente, cientistas sabem que o hélio-3 é amplamente encontrado no espaço sideral, especialmente na Lua.
“O hélio-3 só é produzido através de colisões com partículas muito energéticas que vêm do espaço, depois de um tempo ele vai decaindo na Terra e é absorvido pelas camadas superiores. Mas ele existe abundantemente na Lua”, conclui o professor, confirmando que existem projetos futuros que consideram enviar foguetes ao satélite para trazer o elemento para o nosso planeta.
segunda-feira, 28 de junho de 2021
Estilos de líder: Dissonante e Ressonante
Quando funcionários ficam inquietos, desatentos e desmotivados, acabam trabalhando com insegurança e, consequentemente, isso acarreta mal desempenho nas suas atividades de trabalho.
Muitas vezes, acontece quando os líderes criam dissonância, ou seja, não constroem empatia com sua equipe. Não conseguem aplicar e nem tentam corrigir ou acompanhar as emoções e os sentimentos em seus liderados. Daí nasce uma espécie de ansiedade ou aflição, a qual afeta a equipe, transformando-a num ponto alvo de inquietação que repercute na alteração da atenção.
Dessa forma, cria-se uma força desagradável de fuga por parte da equipe, no sentido de evitar o líder. Esse afastamento conduz os liderados a realizar suas atividades com o mínimo de esforço possível. Fazem apenas o necessário. Trabalham o mínimo para que possam permanecer em suas funções.
Esse comportamento só tende a impactar negativamente a equipe, o que certamente afetará a imagem da empresa.
Afirma Goleman (2018) que a dissonância, em seu sentido musical original, transmite um som desagradável e áspero, tanto em termos humanos quanto musicais. A dissonância é a falta de harmonia. O líder dissonante produz na equipe a discrepância emocional, cujos membros têm a sensação de estar o tempo todo fora de tom.
Os líderes dissonantes possuem estilos: constrangedores, coagedores, irritadores, autoritários, e até mesmo são mal-humorados. O que denota algo doloroso, mesmo sem ter essa intenção.
Esses líderes têm o poder de influenciar na desmotivação dos liderados, tornando-os emocionalmente com sintomas negativos, estressados, impacientes e amedrontados.
Por outro lado, se o líder alimenta seu grupo de liderados com energia de otimismo e sempre demonstra fatores de climas agradáveis nas atividades de trabalho, automaticamente, cria-se a liderança de ressonância.
Nesse sentido, no ambiente corporativo, o líder ressonante, preocupa-se em expandir relacionamentos positivos, inspirar e construir maneiras de apoiar a equipe para conquistar metas de engajamento. Com certeza, isso trará ótimos resultados, que impressionarão o comportamento emocional de seus seguidores.
As lideranças ressonantes são as que transformam o ambiente de trabalho num clima de interação, mobilizando seus liderados para aspectos de eficácia do sistema e de cumprimento de seus objetivos.
Na realidade, esse estilo de líder é apaixonado pelo que faz. É entusiasta. Aplica sua inspiração e forte energia no grupo de trabalho, ressoando com segurança o tempo todo. Isso cria um sincronismo, ou seja, a equipe e o líder são unidos numa mesma ação.
Devido aos laços dos vínculos emocionais que são estabelecidos, líder e liderados se sentem no mesmo patamar de conforto recíproco. Porque suas ideias podem ser compartilhadas. Há interações e isso facilita a tomada de decisões. Essa conexão construída com solidez conduz o trabalho a ser bem mais agradável e perfeito.
O líder manifesta seus desejos e sentimentos com convicção, produzindo ressonância emocional, que são autênticos e que estão entrelaçados com seus valores pessoais.
O líder ressonante desenvolve estímulos de influência positiva. Dirige sua equipe de forma mais confiante, transformando as pessoas propensas às novas mudanças e dispostas a se tornarem mais criativas. Assim, há o aumento do foco em suas atividades e, consequentemente, no desempenho no trabalho. Todos ganham com esse tipo de convivência. Melhoram sua qualidade de vida e se tornam mais felizes.
quarta-feira, 23 de junho de 2021
Água faz bem para o cérebro?
BUSCA PERSONALIZADA










