quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Lista de indicação para leitura.

Para começar 2017, separei uma lista de livros que quero ler e que me foram indicados por outros empreendedores e amigos. Espero que gostem:

Este livro fala sobre a história do início da Nike. Conhecido por ser um tanto misterioso, Phil Knight abre aqui a trajetória que o levou à criação da empresa e depois a uma revolução de branding que a transformou em uma das marcas mais lucrativas da história.
O começo do negócio foi parecido com o início da Samba. Recém saído da escola de administração, Phil pegou 50 dólares emprestados do pai e importou alguns tênis de corrida do Japão para revendê-los em Oregon, de onde era sua família. Vendendo os sapatos no porta malas do carro, ele conseguiu lucrar 8 mil dólares ao final do ano de 1963.
O objetivo de Phil era um: ele não queria trabalhar para outras companhias. Queria seu próprio negócio, não importava o esforço. Também queria que seu negócio fosse dinâmico e novo, não apenas mais um.
Ele conta que encontrou pelo caminho bancários hostis, concorrentes fortes e muita gente que não acreditava nele. Tudo isso só foi fortalecendo nele o desejo de ter sucesso e agora é um dos homens mais ricos do mundo (15º em 2013 segundo a Forbes). Essa história é base para um dos valores da SambaTech: sorte é o resultado de oportunidade e habilidade juntas.

O Google é a companhia que transformou a internet e se tornou indispensável nas nossas vidas. Quanto a isso não há dúvidas. O que este livro traz de diferente são os bastidores a que Steven Levy teve acesso.
Ele ganhou acesso praticamente irrestrito e investigou para o livro como isso aconteceu. Os leitores são levados para dentro do GooglePlex, que é como são chamados os escritórios e ficam sabendo o que se passa em uma das culturas mais consolidadas do mundo.
Inclusive, até esse ponto é questionado. Em meio a sessões de massagem, snacks gratuitos e até lavanderia, o Google se vê perdendo alguns talentos para startups em fases iniciais. Será que o gigante perdeu o tino da inovação e cultura organizacional?
O que achei mais interessante do ponto de vista do livro foi mostrar exatamente isso: nenhuma companhia é perfeita. É preciso muito esforço para manter uma cultura forte e seus funcionários felizes com o que fazem. Por isso, sempre questione seu mindset. Reflita sempre para continuar a frente do tempo.

São criados milhares de negócios no mundo todos os dias. Só nos EUA, em 2010, foram 565 mil. Cada um deles tem o objetivo de se tornar uma fonte de riquezas, ser disruptivo. Neste livro, David Kidder traz vários exemplos inspiradores.
Ele entrevistou 40 empreendedores, entre eles fundadores do PayPal, Flickr, TED, AOL e outras grandes companhias. Com base nessas experiências, ele cria um tipo de manual para quem está começando.
Em um capítulo específico, ele faz uma coisa que acho fantástica: te ensina a entender qual é a ideia certa, que serve para o seu caso específico. Afinal, não adianta nada tentar copiar os passos de outros sem saber se aquilo se aplica bem ao seu negócio.
Como a maioria das histórias é de empresas de tecnologia, recomendo mais para quem empreende ou quer empreender na área.

Se você quer comprar conselhos, escolha este aqui. O fundador da Virgin Records escreveu o livro para ser um manual bem despretensioso para quem quer melhorar suas habilidades de liderança.
Ele vai ensinar sobre ser inovador, liderar escutando o que os outros têm a dizer e como fazer o melhor: trabalhar com o que se gosta.
Também serve para quem é apenas curioso pela história de um dos empreendedores mais bem sucedidos da atualidade. Uma coisa interessante é que ele chegou à conclusão de que se tivesse frequentado a escola de administração, talvez não estivesse onde está. Tudo dependeu muito do próprio feeling, do desejo de se renovar e nunca seguir todas as regras.
Para se ter uma ideia, quando ele tinha 16 anos já empreendia. Sua primeira aposta foi uma revista chamada Student. Hoje, além da música, Branson também investe em outras áreas, como o transporte - seja terrestre, aéreo, marítimo ou até espacial.
Outro fato, desta vez sobre dress code: ele é contra gravatas. Sempre anda com uma tesoura para cortar a de quem se arriscar a usar dentro das suas companhias. Isso não é questão de “ditadura da moda” mas sim de reforçar a posição da cultura organizacional.

Drive - Daniel Pink
Este livro é a bíblia da motivação. Aqui, Daniel Pink investiga quais são as raízes do que nos move e mostra sua visão sobre como a motivação acontece.
Ele é contra a ideia de que para alguém ser motivado é preciso existir recompensas financeiras. Na verdade, para ele, é em o contrário disso. O que motiva o ser humano é um conjunto de três fatores: a necessidade de controlar seu próprio destino, a vontade de fazer algo que tenha significado e o desejo de se tornar o melhor no que é interessante para você.
Esqueça o jeito antigo, de motivar pela recompensa ou ameaçando penalizações. Isso só diminui a felicidade de quem trabalha com você. Pense só: se a recompensa fosse mesmo um fator para a motivação, como empresas de conteúdo colaborativo, como a Wikipedia, teriam nascido?
Para realmente executar um trabalho precisamos nos entender um pouco mais e saber quais são as paixões que nos movem.

Pense como um freak - Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner
Depois de lançar os best sellers Freaknomics e Superfreakonomics, os escritores Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner receberam cartas suplicando para que resolvessem problemas da humanidade, como a fome ou a obesidade.
A resposta foi este livro que é um manual subversivo de como resolver problemas. Aqui, o objetivo é se treinar para pensar nas questões sob outra luz - que à primeira vista pode parecer imoral.
Este livro me ajudou a reconhecer que não tenho todas as respostas. Por isso, preciso tentar me sentir um pouco mais livre para que pelo menos algumas opções apareçam. Ele também te lembra que não é porque você é bom em uma coisa que vai ser bom em tudo.
A natureza humana nos leva a ter opinião sobre tudo sem nem pensar muito. Mas de vez em quando é preciso ser humilde e admitir que é preciso ter novos aprendizados para criar determinados pensamentos. Basicamente, seja curioso como uma criança.
Se você tem um objetivo ou dilema, como tenho certeza que tem, procure ler este livro - e se possível os outros da série também.

O CEO da Zappos deixa bem claro neste livro que o principal foco é a cultura empresarial. Ele conta como conseguiu consolidar uma cultura forte que valoriza a felicidade dos colaboradores.
Um dos principais ensinamentos é que descobrir suas verdadeiras paixões facilita a tomada de decisões. Se você ama a sua companhia e decide que quer trabalhar com ela o máximo de tempo possível, não resta dúvidas de qual será a resposta quando alguém quiser comprá-la.
E uma outra ideia que mostra como Tony é acima de tudo uma pessoa bacana: esqueça o networking com o objetivo de fazer novos negócios. Concentre-se em fazer novas amizades, que vão servir para todas as áreas da vida.
E por último: tome cuidado com o crescimento muito acelerado. Ele pode comprometer as contratações da empresa, que podem ser equivocadas pela pressa. A cultura sai abalada quando isso acontece.

Running Lean - Ash Maurya
A febre que o Lean Startup, do Eric Ries, trouxe transformou ecossistemas de startups ao redor do mundo. Isso inclui o meu empreendimento também.
Ter um modelo de negócios enxuto virou palavra de ordem. O mercado entendeu o modelo enxuto como ideal para competir. Mas não posso mentir: a maioria das empresas não sabe exatamente o que significa isso e quais são as aplicações práticas.
Este livro é um manual que pretende acabar com esse problema. Explica, evitando mistérios e discursos rasos. Aqui, você consegue entender bem qual é o caminho a seguir, desde começar a jornada, entender o problema, definir a solução e fazer a validação.
Se você estava procurando uma explicação mais prática, recomendo muito.

Alguns dos livros que citei estão disponíveis no 12Minutos, do Diego Gomes. Lá, você acessa resumos e em 12 minutos pega os ensinamentos mais preciosos de cada obra.

Boa leitura!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Turma de pós em Engenharia de Segurança do Trabalho da UNIUBE

Nesta sexta-feira, dia 13/fevereiro/2017, a convite da ex-aluna e coordenadora do curso de pós em Engenharia de Segurança do Trabalho da UNIUBE - Uberlândia, Eng. Larissa Teixeira de Oliveira tive o privilégio de ministrar o módulo: Administração aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho para uma turma muito especial.
Faço questão de agradecer nominalmente casa um dos acadêmicos.
Na foto, em pé, a partir da esquerda, o Eng. Eletricista Rodrigo Roegelin, o Eng. Agrônomo Eduardo Zamonaro, a Eng. Eletricista Emília Rosa Duarte, o Eng. Civil Estéfano Freitas, a Eng Civil Daniela Cordeiro, o Eng. Eletricista Álisson Pereira, a Eng. de Produção Dayanne Naves (da cidade de Romaria), a Eng. de Produção Núbia de Oliveira, a Eng. de Produção Taiana Gonçalves, o Eng. Mecânico Getúlio Medeiros e o Eng. Químico Marlon Menezes. Agachados, a partir da esquerda, o Eng. Thiago Pereira, o Eng.Civil Hélio Eustáquio, a Eng. Ambiental Andressa Costa, eu e o Eng. Mecânico  Leonnardo Ialongo.  Não estão na foto os acadêmicos Eng. de Produção Diego Rodrigues, o Eng. de Produção Erondino Alves e a Eng. Ambiental Luana de Moura Amorim.
Super obrigado pelo carinho com que me receberam.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Título, resumo e palavras-chave: qual a importância de fazê-los da forma correta?


Na maioria das vezes, quando acadêmicos começam a escrever um artigo, eles passam grande parte do tempo no "grosso" do documento (Métodos, Resultados, e Discussão). Pouca reflexão é destinada ao título e ao resumo, enquanto, ainda menos atenção é dada às palavras-chave, que muitas vezes são digitadas sem nenhum critério de escolha. Ironicamente, esses três elementos – título, resumo e palavras-chave, podem ser a chave para o sucesso na publicação do referido artigo. 
O título, resumo e palavras-chave desempenham um papel fundamental na comunicação de pesquisa. Sem eles, a maioria dos artigos nunca pode ser lida ou mesmo encontrada por leitores interessados. Aqui está o porquê: 
A maioria dos mecanismos de busca, bancos de dados ou sites de periódicos usará as palavras encontradas em seu título e resumo e em sua lista de palavras-chave para decidir se e quando exibir o seu artigo para leitores interessados. Portanto, esses três elementos possibilitam a divulgação de sua pesquisa; sem eles, os leitores não seriam capazes de encontrar ou citar o seu papel.
O título e o resumo são muitas vezes as únicas partes de um artigo que estão disponíveis gratuitamente online. Assim, uma vez que os leitores encontrem o seu artigo, eles vão ler o título e o resumo para determinar se devem ou não comprar uma cópia completa do seu artigo/continuar lendo.
Por fim, o resumo é a primeira seção do artigo que os editores e os revisores das revistas lerão. Enquanto editores ocupados podem usar o resumo para decidir se desejam enviar um documento para revisão por pares ou rejeitá-lo, os revisores irão formar sua primeira impressão sobre o seu artigo na leitura.
Dado o papel crucial que esses três elementos desempenham em ajudar os leitores a acessar sua pesquisa, oferecemos um conjunto de orientações (compilados a partir de instruções em sites de periódicos e diretrizes da escrita acadêmica, listados nas referências) para escrever títulos e resumos eficazes e escolher as palavras-chave corretas.

Escrevendo o título
Sites de periódicos e mecanismos de busca irão utilizar as palavras no seu título para categorizar e exibir seu artigo a leitores interessados, enquanto leitores utilizarão o seu título como o primeiro passo para determinar se deverão ou não ler seu artigo. Por isso é importante escrever um bom título para seu manuscrito. Um bom título (com 10 a 12 palavras de extensão) utilizará termos descritivos e frases que destacam de forma acurada a essência do artigo (ex., as espécies estudadas, o trabalho literário avaliado ou a tecnologia discutida).

Escrevendo o resumo

O resumo deve funcionar como uma ferramenta de marketing. Ele deve ajudar o leitor a decidir "se há alguma coisa no corpo do trabalho que valha a pena ler" fornecendo um resumo rápido e preciso de todo o artigo, explicando por que a pesquisa foi realizada, quais os seus objetivos, a forma como estes foram atendidos, e quais foram as principais conclusões.

Tipos de resumos
Em geral, contando com de 150 a 250 palavras de extensão, existem diferentes tipos de abstracts: descritivo, informativo e estruturado.
abstracts descritivos: geralmente são utilizado nas ciências sociais e humanas, não dão informações específicas sobre métodos e resultados.
abstracts informativos: comumente usados nas ciências, apresentam informações sobre o arcabouço teórico, objetivo, métodos, resultados, e conclusões. 
abstracts estruturados: são, essencialmente, resumos informativos divididos em seções (por exemplo, Objetivo, Método, Resultados, Conclusão)  e são normalmente encontrados na literatura médica e em relatórios de ensaios médicos.
Nos concentraremos em como escrever um bom resumo informativo (uma vez que eles são mais frequentes na literatura científica). Você pode seguir a mesma estratégia para escrever um resumo estruturado; dividindo-o em seções com base nas normas da revista.

Aqui estão alguns passos (com exemplos) que você pode seguir para escrever um título eficaz:

Responda às perguntas: Meu artigo é sobre o quê? Que técnicas foram utilizados? Quem/o que é estudado? Quais foram os resultados?
Use suas respostas para listar palavras-chave:
     Crie uma frase com essas palavras-chave:
Elimine todas as palavras desnecessárias e palavras repetitivas; vincule o restante.
Exclua informações que não forem essenciais e reformule:

Comece a escrever o resumo depois de ter terminado de escrever o seu artigo.
Primeiro responda às perguntas "Que problema você está tentando resolver?"  "O que o motivou a fazer isso?", pegando os principais objetivos/hipóteses e conclusões de suas seções de Introdução e Conclusão.
Em seguida, responda à pergunta "Como você atingiu (ou não) o seu objetivo?" selecionando frases-chave de sua seção de Métodos.
Agora, revele suas descobertas, listando os principais resultados de sua seção Resultados.
Por fim, responda à pergunta "Quais são as implicações de suas descobertas?"
Organize as sentenças selecionadas nas etapas 2, 3, 4 e 5 em um único parágrafo, na seguinte sequência: Introdução, Métodos, Resultados e Conclusões.
Certifique-se de que este parágrafo seja autossuficiente e não inclua:
Informações não apresentadas no artigo
Figuras e tabelas
Abreviaturas
Revisão da literatura ou citações de referência
Agora, vincule suas sentenças.
Certifique-se de que o parágrafo está escrito no pretérito perfeito e verifique se a informação flui bem, de preferência, na seguinte ordem: propósito, estudo de desenho/técnicas básicas utilizadas, principais resultados, conclusões e implicações.
Verifique se o resumo final:
Contém informações que são consistentes com aquelas apresentadas no artigo.
Atende às diretrizes da revista (limite de palavras, tipo de abstract, etc.)
Não contém erros tipográficos, uma vez que podem levar referees e editores a "concluirem que o manuscrito é ruim e deve ser rejeitado."

Escolhendo as palavras-chave
Revistas, mecanismos de busca e serviços de indexação classificam documentos usando palavras-chave. Assim, uma lista precisa de palavras-chave irá garantir a indexação correta e ajudar a mostrar a sua pesquisa para grupos interessados. Isto, por sua vez, irá aumentar as chances de seu artigo ser citado.
Veja como você pode escolher as palavras corretas para o seu artigo:
Leia seu artigo e liste os termos/frases que são usados repetidamente no texto.
Certifique-se de que esta lista inclui todos os principais termos/frases e algumas palavras-chave adicionais.
Inclua variantes de um termo/frase.
Incluia abreviaturas comuns de termos/
Agora, use uma lista de vocabulário/termos comum ou padrão de indexação em sua disciplina e garanta que os termos que você usou correspondem a aqueles usados em tais fontes.
Por fim, antes de enviar seu artigo, digite as palavras-chave num mecanismo de busca e verifique se os resultados que aparecem correspondem ao assunto de seu artigo. Isso irá ajudá-lo a determinar se as palavras-chave são adequadas para o tema do seu artigo.

Conclusão
Embora possa ser um desafio escrever títulos e resumos eficazes e palavras-chave adequadas, não há como negar o fato de que definitivamente vale a pena dedicar um tempo extra para fazê-los da forma correta. Afinal, essas três partes menores do artigo têm o potencial de afetar significativamente suas chances de ser publicado, lido e citado.

domingo, 18 de setembro de 2016

Aula de gestão com Gina.


"Gina, me disseram que você tá falida, porque ninguém mais compra palitos, pois todos preferem fio dental...", comenta um usuário do Facebook na pagina da Gina. 

E ela responde: "É? Você come petiscos com fio dental? Deve ser legal brincar de laçar as fritas, né?"

E o que isso tem a ver com Administração? Tudo. 
Há algum tempo, as empresas se deram conta da importância de marcar presença nas redes sociais - e têm feito isso da maneira que aprenderam desde sempre, ou seja, investindo pesado. Agências e consultores especializados são contratados, e dê-lhe anúncios nos mais diferentes meios (dentre eles, a própria internet) e promoções exclusivamente voltadas para aumentar o número de fãs e seguidores virtuais. O Burger King Brasil, por exemplo, criou sua página no Facebook demorou mais de um ano para atingir a marca de 1 milhão de fãs, feito que Gina Indelicada realizou em apenas uma semana, sem gastar um mísero real e sem dar um hambúrguer a ninguém. Nem Philip Kotler conseguiria algo parecido.

Ricck Lopes, criador da Gina indelicada, nos ensinou que, antes de fazer qualquer investimento, devemos conhecer o nosso público-alvo a fundo e conhecer, também, o ambiente onde atuamos. Somente a partir daí, podemos criar e desenvolver o nosso produto (de preferência com a participação direta dos consumidores!). Gina Indelicada pode seguir a curva do ciclo de vida de qualquer viral, esfriando com o tempo, mas Ricck Lopes, seu criador, escreveu um importante capítulo no complexo livro que busca entender o que são as redes sociais, como ela nos afetam e como podemos tirar proveito dela em nossos negócios.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Turma de pós-graduação do curso de Engenharia de Segurança do Trabalho

Oferta 6 do curso de pós em Engenharia de Segurança do Trabalho da PUC Minas

27agosto2016 - Na foto a partir da esquerda, o Eng. Ambiental Emerson Nunes, o Eng. de Produção Everton Chaves, Eng. Mecatrônico Luciano Magalhães, eu, o Eng. Eletricista  Luciano Lacerda (de Iturama), o Eng. Eletricista Heli Teodoro Filho, a Eng. Ambiental Mariana de Souza (de Catalão) e a Eng. Civil Catia Pires (de Uberaba). À frente, a partir da esquerda, a Eng. Mecatônica Adine Paula, a Eng. de Produção Manu Santosa, a Eng. Ambiental Helo Vilela, a Eng. Mecatônica Ayene Dantas, a Eng. Eletricista Mariana Naleso, Eng. Civil Rosangela Siqueira e a Eng. Ambiental Nayara Marques.
Neste sábado, à convite do amigo Dr. Euclides Antônio Pereira Lima tive o privilégio de ministrar o módulo: Administração aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho, para uma turma muito comprometida com o curso, a oferta 6.

sábado, 20 de agosto de 2016

A capacidade da formosura.

Homenagem dos acadêmicos do  2o. período de Gestão de RH, da Faculdade Shalom

18agosto2016 - 21h - Adentrando a sala 05 para ministrar os dois últimos horários, no 2o. período do curso de Gestão de RH, da Faculdade Shalom, olho para o quadro e me deparo com uma demonstração de extremo carinho dedicado a mim. Confesso que me emocionei, pois atitudes singelas me tocam profundamente. Para tentar agradecer perguntei quem tinha tido aquela iniciativa, para eu agradecer. A resposta me tocou ainda mais, quando a resposta foi: "FOMOS TODOS NÓS!".
Na hora me veio a mente trecho de um poema do escritor uruguaio Eduardo Galeno, que faço questão de reproduzí-lo: 
"O exercício da solidariedade, quando se pratica de verdade no dia a dia é também um exercício de humildade, que te ensina a se reconhecer no outro e a reconhecer a grandeza escondida nas coisas pequeninas.
Um mundo que confunde grandeza com coisa grandona.
A capacidade da beleza, a capacidade da formosura, de coisas mais simples, às vezes mais singela, que tem um enorme capacidade de formosura, que se manifesta em uma atitude qualquer.
Tenho para mim que o mundo não é apenas feito de átomos, como nos ensinaram, mas sim feito de histórias, porque só as histórias que a gente conta, que a gente escuta, recria e se multiplica.
Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos".

Faço questão de agradecer nominalmente cada um de vocês, muitíssimo obrigado: Aghata Maria, Alinne Cristina (de Campina Verde), Ana Carolina, Ana Caroline, Bruna Gabrielle, Daniel Eugênio, Josiane Maciel, Karina Vieira, Lívia Almeida, Lucia Helena, Marciene Brígida, Néia do Carmo, Miriele de Oliveira, Reila Rizia, Rhayan Samuel, Rose Lima, Suélen Teodoro, Vinícius Lopes, Vitória Carvalho e Wiliansmar Pereira.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Santiago Lange medalhista de ouro aos 54 anos.

Cecilia Carranza e Santiago Lange comemoram ouro eletrizante na classe Nacra 17

Vencida pela dupla argentina Santiago Lange e Cecília Carranza, a premiação da Classe Nacra 17 foi emocionante. Santiago Raúl Lange representou seu país nos Jogos Olímpicos de 1988, 1996, 2000, 2004 e 2008 conquistando duas medalhas de bronze na Classe Tornado. Muitos questionaram a participação de Lange nas Olimpíadas do Rio 2016 quando em 2015 ele perdeu um dos pulmões para o câncer, no dia de seu aniversário, em 22 de setembro.
No entanto, muito antes do imaginado, ele voltou para seu mundo de barcos, velas, vento e partiu para o projeto Nacra 17. Com 54 anos, ele compete contra os filhos de seus antigos adversários. “Me separei da esposa e vivi em um barco. Não tinha um centavo e um amigo me emprestou um barco. Terminei vivendo quatro anos nele”, contou certa vez esse homem do mar.
Santiago Lange estava bastante emotivo em sua sexta participação em Jogos Olímpicos. Pela primeira vez o velejador argentino chorou em uma cerimônia de abertura. No dia seguinte, as lágrimas também caíram do nada, quando ele estava sozinho.Chorou de novo quando viu seus filhos Klaus e Yago no mar, competindo em uma mesma Olimpíada que ele.
Hoje, ao receber a medalha de ouro ao lado da companheira de vela, ouvindo o hino da Argentina Santiago chorou. Imagino o que passou pela sua cabeça naquela hora…

 Sobre a idade e a doença, Santi evita falar. Achava que a história assustaria as pessoas. Se enganou e viu que tem ajudado.
- Há seis meses eu estava lidando com isso, eu estava tão confiante. Agora eu olho para trás e vejo que foi difícil, mas aprendi muito. Fui operado em Barcelona e cinco dias depois estava pedalando. Em um mês estava velejando novamente. Falar da doença talvez ajude muitas pessoas que estão passando o que eu passei. Mas eu prefiro focar no que eu fiz atleticamente. Minha doença não teve nada a ver com isso, foi uma pedra na estrada. Fiquei obsessivo em vir ao Rio muito bem preparado e nós fizemos isso. Sobre ter 54 anos, eu acredito firmemente que você carrega sua idade no coração e no desejo de fazer coisas, não em números. Eu não olho para a sua idade, apenas no desejo que eu tenho de atingir meus objetivos - disse. 

Para quem acha que ele parou por aí, a Olimpíada de 2020 não está descartada.
- Se eu tiver um bom projeto e chances de ir bem, vou a Tóquio. Vou tentar. Enquanto eu puder e enquanto meus joelhos e minhas costas sobreviverem, vou continuar.
Melhor não duvidar.

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