sábado, 1 de abril de 2017

Turma de pós em Gestão de Pessoas da PUC Minas - oferta 9

Oferta 9 do curso de pós em Gestão de Pessoas da PUC Minas


Neste sábado, 01 de abril de 2017 tive o privilégio de ministrar a aula inaugural da turma da oferta 9 do curso de pós-graduação em Gestão de Pessoas da PUC Minas, com o módulo: Clima, Cultura e Poder nas Organizações.
Gostaria de parabenizar cada acadêmico pelo seu comprometimento com o curso e agradecer-lhes pelo carinho com que me receberam.
Na foto, em pé, a partir da esquerda: Neiva dos Anjos, Elma Rodrigues, Claudiana de Moura, Lívia Pereira Massabni, Ana Valéria Queiroz (da cidade de Canápolis), Nathália Carvalho, Virginia Luiza Araújo, Flávia Costa, Fabiana Cristina Costa, Vanessa Carla Pereira, Ana Lívia Araújo e Sara Andrade. Agachados, a partir da esquerda, Andressa Pains, Marília Mantavam (da cidade de Araguari) , Karla Karoline Ferreira (da cidade de Vazante), Ronaldo Belarmino,  Odilon Neto (da cidade de Monte Carmelo) e eu. 
Não estão na foto, as acadêmicas: Briana Manzan e Lívia de Oliveira Mamede.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Ferramentas da Qualidade

Colaboradores da 2BW participantes do treinamento: "Ferramentas da Qualidade"

Nesta quarta-feira, dia 22/março/2017, a convite da amiga e aluna Paulla Angélica, da Qualidade da  B2W, tive a privilégio de conversar com os colaboradores da referida empresa a respeito da utilização das Ferramentas da Qualidade quando da aplicação do MASP - Metodologia de Análise e Solução de Problemas.
Aproveito para parabenizar todos os participantes do evento pelo comprometimento com a Qualidade.
Meus agradecimentos à Paula Pellozo, Gerente do CD Uberlândia da B2W e ao Marden Carvalho da Qualidade do CD Uberlândia da B2W.
Segue texto a respeito do que conversamos:

METODOLOGIA DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS – MASP
1 – INTRODUÇÃO
A Metodologia de Análise e Solução de Problemas, também conhecido como MASP, é um método de solução de problemas de origem japonesa, uma vez que acabou sendo atribuída no Brasil a partir das décadas de 80/90.
MASP é a abreviatura usada para o método de análise e soluções de problemas. Sendo que, é um roteiro complexo utilizado para resoluções de problemas em empresas, tratando-se de uma metodologia para manter e controlar a qualidade de produtos, processos ou serviços.
O MASP também é um método prescritivo, racional, estruturado e sistemático para o desenvolvimento de um processo de melhoria contínua nas organizações, visando solução de problemas e obtenção de resultados otimizados com redução dos custos operacionais ou aumento do faturamento mensal/anual.
O MASP é um caminho ordenado, composto de passos pré-definidos para identificar o problema, buscar as características que prejudicam a solução, testar as hipóteses para encontrar qual é a causa fundamental, bloquear através de um plano de ação efetivo, verificar efetivamente o bloqueio das causas fundamentais, padronizar a operação e concluir o trabalho do MASP, assim conseguindo o melhor resultado através da qualidade, produtos, processos ou serviços buscando sempre a Melhoria Contínua.
É bom lembrar que o MASP prescreve como um problema deve ser estudado, planejado e consequentemente resolvido e jamais como ele é resolvido.

2 – DESENVOLVIMENTO
2.1 – QUALIDADE TOTAL
Para manter a qualidade de seus produtos ou serviços prestados dentro dos padrões e especificações, dependem de vários fatores. Estes fatores facilitam o planejamento, controle, monitoramento e a melhoria continua para o alcance das metas. Para manter todo este processo, podem-se utilizar algumas ferramentas e métodos nos processos produtivos e operacionais, sendo que, existe uma metodologia estruturada que, basicamente, são utilizadas nas organizações que buscam a qualidade de seus produtos, serviços e principalmente nos indicadores.
2.2 – PLANEJAMENTO DA QUALIDADE
O monitoramento e o gerenciamento dos processos operacionais de qualquer organização são premissas básicas para redução de deficiência produtiva e consequentemente a garantia de obtenção de produtos finais que atendam as especificações pré- determinadas e expectativa do indicador de metas.
Neste aspecto, o planejamento e controle da qualidade consistem na utilização de ferramentas e metodologia específicas do programa de qualidade, tendo elas como objetivo a manutenção e continuidade da conformidade dos processos operacionais.
Qualquer organização procura estar dentro dos padrões de qualidade e conformidade dos seus processos produtivos e processos operacionais, assim coloca de certa forma uma estrutura interna para realizar o Planejamento da Qualidade, sendo que, as características desta qualidade possam ser agregadas ao produto ou até mesmo ao serviço de cada etapa internamente dentro da empresa, de maneira a assegurar e garantir os seus principais indicadores.
Portanto, o planejamento da qualidade consta de alguns estágios:
Determinação das necessidades e/ou exigências dos clientes;
Tradução destas necessidades numa linguagem da empresa;
Desenvolvimento de um produto e processo que satisfaça a estas necessidades;
Otimização das características do produto de tal forma a atender simultaneamente às necessidades da organização e da qualidade;
Prova de que o processo poderá produzir o produto em condições de operação com qualidade e conformidade; e
Transferência do processo à operação.
Estes estágios circulam dentro do Ciclo do PDCA, pois em qualquer organização durante o seu Planejamento da Qualidade deve-se identificar os seus clientes internos em potencial, determinando quais são as suas necessidades, levando posteriormente estas demandas para a linha de produção para produzir em escala industrial, desenvolvendo um melhor produto para satisfazer as necessidades da cadeia do processo produtivo e posteriormente estar à busca da melhoria continua, otimizando e melhorando as características do produto de forma que atenda os custos operacionais de qualquer empresa.

2.3 – QUALIDADE NOS PROCESSOS
Após o planejamento e o controle da qualidade tem-se a necessidade de realizar o que foi planejado, evitando as possíveis hipóteses / causas que estão prejudicando toda a cadeia do processo produtivo e processo operacional.
O processo de uma organização é definido como um conjunto de hipóteses / causas que tem o objetivo de produzir um efeito que leva ao objetivo final do processo, que é promover a satisfação de todos os indicadores e metas internas, assim atendendo de forma global os objetivos da organização.
Estes objetivos possuem algumas características que podem ser citadas:
Todo processo interno tem o seu produto e um cliente interno;
Todo processo é operado por um empregado, desta forma, cada um dentro da organização tem a sua responsabilidade com o seu produto interno;
Cada processo para produzir um produto com qualidade possui um fornecedor interno e como consequência um cliente interno.
Portanto, cada processo produtivo e processo operacional precisa conhecer quem necessariamente são seus fornecedores, quais são os produtos e/ou serviços para determinarem os seus clientes internos para atender e atingir seus indicadores.

2.4 – HIPÓTESES / CAUSAS PREJUDICIAIS AOS PROCESSOS
Hipóteses são suposições que orientam uma investigação por antecipar características prováveis do objeto investigado e que vale, quer pela confirmação das características, quer pelo encontro de novos caminhos de investigação, a fim de que estas hipóteses analisadas possam ser confirmadas e transformadas em causas fundamentais prejudiciais a qualquer processo produtivo e operacional.
Além de causas fundamentais, existem as causas especiais dentro de qualquer processo, que após planejamento, controle e execução do que foram planejadas, algumas causas especiais aparecem prejudicando a cadeia dos processos produtivos e operacionais, assim sendo, estas causas especiais são aquelas que, ao agir dentro do processo leva a ter um resultado que está completamente diferente do seu resultado ideal no dia-a-dia.
Com isto, estas causas especiais, quando atinjam os processos da organização pode deslocar o nível de qualidade de seus produtos e/ou serviços, prejudicando a cadeia de todo o processo produtivo da empresa ou até mesmo deixando de atender um indicador de metas fundamental para atingir seus objetivos.

2.5 – METODOLOGIAS E FERRAMENTAS DA QUALIDADE TOTAL
A fim da manutenção e evolução contínua da qualidade, dos processos produtivos e consequentemente redução dos custos operacionais e atendimento às expectativas dos indicadores, são utilizadas metodologias e técnicas de Qualidade Total, conhecidas como ferramentas e/ou metodologias:
Ciclo PDCA;
Ferramentas Básicas para a Qualidade;
Metodologia / Análise de Solução de Problema (MASP).

2.5.1 – CICLO PDCA - CICLO DE A MELHORIA CONTÍNUA
O Ciclo PDCA é uma metodologia estruturada de Gestão pela Qualidade, que representa o caminho a ser seguido a fim de que as falhas nos processos ou as metas não atendidas possam ser atingidas novamente.
Desta forma, cada etapa do PDCA pode-se usar às conhecidas Ferramentas Básicas para a Qualidade, com isto, rodando este ciclo podemos coletar dados, medir resultados e até mesmo comparar com a meta.
Quando “roda-se” o Ciclo PDCA emprega-se as Ferramentas Básicas para a Qualidade e a Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP apropriados para o processamento destes números coletados anteriormente, assim sendo, permitirá a tomada de decisão mais confiável, com possibilidade de trazer os resultados positivos quando aplicados corretamente.


FIGURA 1 – Ciclo do PDCA
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_PDCA
2.5.2 – FERRAMENTAS BÁSICAS DA QUALIDADE
Os problemas de qualidade aparecem sob a forma de perdas e a maioria delas deve-se a alguns poucos tipos de defeitos que pode ser atribuído a alguma hipótese, assim sendo, as ferramentas da qualidade podem ser utilizadas nestes processos produtivos e processos operacionais, sendo que, as Ferramentas Básicas para a Qualidade, são as mais utilizadas para o planejamento, controle, monitoramento e melhoria continua da qualidade, nas quais, são divididas em 11 ferramentas compostas tipicamente de gráficos, tabelas, diagramas e fluxos, uma vez que são sete ferramentas fundamentais e quatro ferramentas auxiliares:
http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/impressao_artigo/1731 Página 3 de 6  - IETEC Categoria 16/03/17 12)35
FIGURA 2 – Ferramentas Básicas para a Qualidade FONTE: RODRIGUES (2013)
Com a utilização destas ferramentas deve-se evitar o diagnóstico e a solução baseados somente em opiniões, tentativas e erros incompletos ou não sistematizados. Assim, é preciso utilizar uma ferramenta diferente para auxiliar no conjunto de dados em que se baseia em testar e confirmar as hipóteses:
FIGURA 3 – Teste de Hipótese FONTE: RODRIGUES (2013)
2.5.3 – METODOLOGIA DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE PROBLEMA - MASP 
Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP (figura 4) é o método que estrutura os outros dois modelos de qualidade, ou seja: Ciclo do PDCA; e
 Ferramentas Básicas da Qualidade.
 Esta Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP é um método japonês que passa por sete fases estruturadas dentro do Ciclo do PDCA que pode ser demonstrado e entendido conforme abaixo:

FIGURA 4 – Metodologia Análise de Solução de Problema – MASP FONTE: CAMPOS (2004)
Esta metodologia pode ser aplicada em qualquer nível considerado, existindo a possibilidade de se variar sequências e combinações de passos, que podem ser necessários na análise e solução de cada problema.
Nesta Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP é fundamental adotar um processo unificado ao lado do uso sistemático das Ferramentas Básicas para a Qualidade (figura 2) e o registro de solução dos problemas de forma padronizada. Estes procedimentos garantem uniformidade no tratamento, facilidade de participação dos colaboradores em qualquer fase do desenvolvimento e da solução, assegurando referência para o tratamento de problemas futuros e manutenção da memória tecnológica dos processos produtivos ou operacionais.
A figura a seguir mostra claramente quais as ferramentas que podem ser utilizadas na estruturação da Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP (item 2.5.3), uma vez que, utilizando o Planejamento da Qualidade (item 2.2), o estudo correto das Hipóteses / Causas Prejudiciais ao Processo (item 2.4), utilização correta das Ferramentas Básicas da Qualidade (item 2.5.2), desta forma, os ganhos em produtividade e financeiro podem estar na casa dos milhões de reais.

FIGURA 5 – Ferramentas Básicas da Qualidade dentro da Metodologia Análise de Solução de Problema – MASP

FONTE: RODRIGUES (2013)
3 – CONCLUSÃO
Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP não é um método mágico de solução de problema, porém quando bem planejado e estruturado poderá trazer grandes resultados positivos para toda e qualquer organização.
É extremamente importante, ao utilizar a Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP, estar ciente de que devemos seguir corretamente todas as etapas deste método.
Para toda e qualquer organização que queira usar o MASP é fundamental ter disciplina, ser metódico, planejar bem cada etapa, dedicar-se ao máximo possível e principalmente ter compromisso e comprometimento com o método, pois quando sistematicamente bem utilizadas estas etapas o sucesso com a Metodologia de Análise e Solução de Problema – MASP poderá ser de muita valia.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOFRÁFICAS
CAMPOS, Vicente Falconi. TQC controle da qualidade total: no estilo japonês.8.ed.Nova Lima: Indg. 2004.
CAMPOS, Vicente Falconi. Gerenciamento da rotina: do trabalho do dia-adia. Rio de Janeiro: Bloch Editores. 1994.
CAMPOS, Vicente Falconi. Qualidade total: padronização de empresas.Rio de Janeiro: Record. 1992. RODRIGUES, Jorge Luiz Bernardes Rodrigues. Arquivos pessoais. 2013.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O que é o modelo Canvas e para que serve?

CANVAS

O QUE É O CANVAS?
                       
Ter uma ideia criativa e abrir uma startup é algo que milhares de pessoas ao redor do mundo vêm fazendo. Pessoas em busca de um trabalho diferenciado, criativo, menos formal e totalmente com a cara que sua personalidade tem, se livrando dos “dogmas” existentes nas empresas por aí mundo afora. E como o número de startups é imenso, claramente surgem algumas que não possuem um modelo de negócios que vise o futuro da empresa e a previna de determinadas situações comuns àquelas que se aventuram pelo mundo dos negócios.
Com essa falta de preparação e gerenciamento coerente com a realidade do que é ter uma empresa, muitas acabam falhando e fazendo com que os investidores percam o seu dinheiro. São muitas tragadas pelo mar bravio de concorrência, de falhas no sistema financeiro e jurídico e de pessoas despreparadas. Para driblar tantos problemas e criar uma forma definitiva de gerir uma startup, surgiu o método Canvas.

CLAREANDO O CAMINHO A SER SEGUIDO
Para clarear o caminho a ser seguido por uma empresa em seu estágio inicial e sem muito capital para poder ousar em termos financeiros, Alexander Osterwalder e Yves Pigneur escreveram o livro Business Model Generation, onde ficou explicitada uma forma excelente de gerir os seus negócios e implantar um planejamento estratégico eficiente para a empresa.
Este modelo de negócios é, claro, o Business Model Canvas, um modelo altamente eficiente e que permite aos empresários ter um maior controle sobre o futuro e o presente de sua empresa, tendo em vista que ao aumentar o seu conhecimento sobre algo, a sua capacidade de controle sobre o mesmo também é incrementada.

O CANVAS SERVE PARA QUE VOCÊ TENHA UMA VISÃO GERAL DO NEGÓCIO
Ao abrir um negócio, você deve ter em mente a necessidade de abrir a sua mente e ter uma visão geral e bem ampla de tudo o que estiver fazendo, sendo assim a única forma de poder se prevenir das inúmeras armadilhas causadas por falta de planejamento e atenção existentes em algum empreendimento como este.
Alexander Osterwalder, tendo isto em mente, conseguiu projetar um modelo que fosse coerente com a proposta de todas as empresas e teve êxito em aplicar um método que conseguisse abranger as áreas necessárias de toda e qualquer startup. Áreas interessantes para o bom futuro do negócio.
Então, o modelo é divido em nove partes muito abrangentes. São elas:
1  Segmentos de clientes: esta parte diz respeito ao público para o qual você vai dirigir os seus serviços e produtos, para quem você estará fazendo negócios.
2  Proposta de valor: nesta fase você irá se questionar e descobrir aquilo que você vai oferecer a este público, elucidando-se sobre qual problema do consumidor você quer resolver.
3  Os canais: aqui é a hora de decidir por quais canais você vai fazer o marketing, se relacionar com os clientes e, claro, fazer negócios.
4  Relacionamento com o consumidor: você irá estabelecer qual tipo de relacionamento será o usado entre sua empresa e os clientes, e como isso vai interferir no modelo de negócios.
5  Fontes de lucro: o valor em comum que os clientes querem pagar pela sua proposta será avaliado e qual será a maneira mais fácil deste pagamento ser realizado também.
6  Recursos pontuais: estes são os recursos imprescindíveis para fazer o seu negócio andar.
7  Atividades necessárias: e estas são as atividades importantíssimas também para o seu negócio andar.
8  Parcerias: esta parte refere ao ponto 2, se perguntando quais parcerias serão necessárias para por em prática sua proposta de valor.
9  Custos: que serão tomados com a projeção de fato do modelo de negócios.
Como vocês podem constatar, este é um modelo bem abrangente e preocupado com atividades comuns e rotineiras, mas que na inexperiência de alguns, acabam sendo esquecidas.

Livro: Como aprendemos


Desde muito cedo, somos adestrados: nervosismo, distração e falta de conhecimento são inimigos do sucesso.
Afirma-se que a aprendizagem se resume à autodisciplina, que devemos estabelecer as áreas de estudo nas quais queremos nos concentrar, desligar o som e manter um rígido ritual se quisermos gabaritar a prova, memorizar a apresentação a ser feita ou arrasar na audição de piano. E se tudo que já nos disseram sobre o processo de aprendizagem estiver errado? 
E se houver uma forma de sermos mais bem-sucedidos com menos esforço? 
Em  "Como aprendemos", o premiado jornalista Benedict Carey faz uma varredura em décadas de pesquisas e estudos que se tornaram referência na área de educação e revela como o cérebro absorve e retém informações – desde o momento em que nascemos, aprendemos de forma rápida, eficiente e automática. No entanto, na ânsia de sistematizar o processo, ignoramos ferramentas de aprendizado valiosas e naturalmente agradáveis, como o esquecimento, o sono e os devaneios.
Uma mesa em um ambiente silencioso é realmente a melhor maneira de estudar?
Variar a rotina de estudo potencializa a memória?
Há momentos em que uma distração pode ser benéfica?
A repetição é necessária?
A busca de Carey por essas respostas resultou em diversas estratégias que tornam a aprendizagem parte da vida diária – em vez de uma obrigação. Ao testar in loco muitas das contra intuitivas técnicas descritas neste livro, Carey demonstra como podemos trabalhar os músculos neurais que possibilitam o aprendizado profundo. Ao longo do livro, o autor explica por que os professores deveriam aplicar a prova final no primeiro dia de aula, por que devemos intercalar assuntos e conceitos quando aprendemos algo novo e quando é mais adequado ficarmos acordados até mais tarde para a preparação de uma apresentação e não nos levantarmos cedo para uma última revisão em cima da hora. Se tudo isso parece inacreditável demais para ser verdade, é porque o estudo desafia as tradicionais suposições sobre como aprendemos. 
O cérebro não é como um músculo, pelo menos não no sentido mais óbvio. É totalmente diferente, sensível ao estado de espírito, ao timing, aos ritmos circadianos, ao local e ao ambiente. Para dizer o mínimo, não acata ordens muito bem. Se o cérebro é uma máquina de aprendizagem, trata-se de uma máquina muito excêntrica. Benedict Carey nos mostra como explorar  as peculiaridades do cérebro a nosso favor. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Turma de pós em Engenharia de Segurança do Trabalho da PUC Minas

Turma da oferta 5 do Curso de pós em Engenharia de Segurança do Trabalho da PUC Minas

18fevereiro2017 - A convite do coordenador do curso de pós em Engenharia de Segurança do Trabalho da PUC Minas, o amigo Dr. Euclides Antônio Pereira Lima, iniciei hoje o módulo: Administração aplicada ã Engenharia de Segurança do Trabalho, para a turma da oferta 5 do curso de pós em Engenharia de Segurança do Trabalho da Puc Minas.
Na foto, ao fundo a partir da esquerda, Eng. Civil Wilson Alves ( da cidade de Araxá), Eng. Ambiental Camila de Sousa (da cidade de Araguari), Eng. Civil Mayara Freitas, Eng. de Produção Karyna Fergson, Eng. de Produção Raquel Dias Gemenes, Eng. Ambiental Gabriela PradoEng. de Produção Wellington Tavares e Eng. de Produção Diego Zago. Agachados, a partir da esquerda, eu, Eng. de Produção Marlúcia Ferreira, Eng. de Produção Luis Carlos da Silva, Eng. de Produção Letícia de Souza Vaz (da cidade de Catalão), Eng. Eletricista Roginer Vaz Ramos e Eng. de Produção Regis Márcio Silva.
Não estiveram na foto; Eng. de Produção Daniel Azevedo, Eng. de Produção e técnico em Segurança do Trabalho Higor Gabriel de Oliveira, Eng. de Produção Isac Ataides, Eng. de Produção Tiago Vilas Boas, Eng. Eletricista Vanger dos Santos, 
Registro aqui meus agradecimentos a toda turma pelo carinho com que me recebem. 


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Cuidado com a Língua Portuguesa.

Erros de Português muito comuns no mundo empresarial.

Confira a seguir:
1.    “São suficientes” / “É suficiente”
Erro: Cento e cinquenta dólares são suficientes para as diárias no exterior.
Forma correta: 
Cento e cinquenta dólares é suficiente para as diárias no exterior.
Explicação: 
O verbo ser é invariável quando indicar quantidade, peso, medida ou preço.
2.    “Em vez de” / “Ao invés de”
Erro: Ao invés de mandar um e-mail, resolvi telefonar.
Forma correta: 
Em vez de mandar um e-mail, resolvi telefonar.
Explicação:
 “Em vez de” é usado como substituição, enquanto a expressão “ao invés de” é usada como oposição.
3.    “A nível de” / “Em nível de”
Erro: A nível de proposta, o assunto deve ser mais discutido”
Forma correta: 
Em relação à proposta, o assunto deve ser mais discutido.
Explicação: 
A expressão “a nível de” só está correta quando significar “à mesma altura”. “Hoje, Santos acordou ao nível do mar”. Também podemos usar a expressão “em nível” sempre que houver “níveis”: “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria”.
4.    “A meu ver” / “Ao meu ver”
Erro: “Ao meu ver, o evento foi um sucesso”.
Forma correta: 
“ A meu ver, o evento foi um sucesso”.
Explicação: Não se deve usar artigo nessas expressões, em que o substantivo ver significa “opinião, juízo”: a meu ver, a seu ver, a nosso ver. Também não se usa artigo em estar a par: Estavam todos a par (e não ao par) dos últimos acontecimentos.
5.    “Maiores informações” / “Mais informações”
Erro: Para maiores informações, entre em contato com a Central de Atendimento.
Forma correta: 
Para mais informações, entre em contato com a Central de Atendimento.
Explicação: 
“Maior” é comparativo, portanto não se aplica a esse caso.
6.    “A” / “há”
Erro: Trabalho nesta empresa a dez anos.
Forma correta: 
Trabalho nesta empresa há dez anos.
Explicação: 
Para indicar tempo passado, usa-se “há”. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. (A empresa fica a dez minutos do centro.)
7.    “Acerca de” / “a cerca de”
Erro: Na reunião, discutiu-se a cerca de corte de gastos.
Forma correta:
 Na reunião, discutiu-se acerca de corte de gastos.
Explicação:
 “Acerca de” significa a respeito de. A cerca de indica aproximação. (Ex: A empresa fica a cerca de 5 km daqui.)
8.    “Meio-dia e meio” / “Meio-dia e meia”
Erro: A reunião começará ao meio-dia e meio.
Forma correta:
 A reunião começará ao meio-dia e meia.
Explicação: 
Devemos utilizar a expressão meio-dia e meia sempre que quisermos referir a décima segunda hora do dia mais trinta minutos, ou seja, o meio-dia mais meia hora.
9.    “Supérfluo” / “supérfulo”
Erro: Os gastos naquele setor foram supérfulos.
Forma correta: 
Os gastos naquele setor foram supérfluos.
Explicação:
 Supérfluo significa demais, desnecessário. Embora seja uma palavra que muitas vezes ouvimos, “supérfulo” não existe.
10. “Em mãos” / “em mão”
Erro: O motorista entregou a carta em mãos.
Forma correta: 
O motorista entregou a carta em mão.
Explicação:
 A segunda opção sempre foi considerada a correta, porém, atualmente, as duas formas são aceitas por alguns dicionários.
11. “Segmento” / “Seguimento”
Erro: O seguimento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Forma correta: 
O segmento de mercado mostrou-se propício a investimentos.
Explicação:
 Segmento é sinônimo de seção, parte. Seguimento é o ato de seguir. (Ex: O projeto de implantação da ciclovia não teve seguimento.)
12. “Por hora” / “Por ora”
Erro: O diretor afirmou que, por hora, não poderia responder.
Forma correta: 
O diretor afirmou que, por ora, não poderia responder.
Explicação: 
A expressão “por hora” refere-se a tempo. “Por ora” expressa o sentido de “por enquanto”.
13. “Meu óculos” / “meus óculos”
Erro: Ele havia esquecido seu óculos no restaurante.
Forma correta: 
Ele havia esquecido seus óculos no restaurante.
Explicação: 
As palavras ligadas ao substantivo “óculos” devem ser flexionadas para o plural.
14. “Onde” / “Em que”
Erro: Participei da reunião onde foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores.
Forma correta: 
Participei da reunião em que (ou na qual) foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores.
Explicação: 
A palavra onde é um advérbio de lugar e, portanto, só deve ser usada referindo-se a lugar. Em outros sentidos, utilize a expressão em que ou no/a qual.
15. “É proibido” / “É proibida”
Erro: É proibido a entrada de pessoas não autorizadas.
Forma correta: 
É proibida a entrada de pessoas não autorizadas. ou É proibido entrada de pessoas não autorizadas.
Explicação: 
Deve-se fazer a concordância somente quando o substantivo estiver acompanhado, por exemplo, de artigo, pronome demonstrativo, pronome possessivo.
16. “A prazo” / “À prazo”
Erro: Os produtos podem ser comprados à vista ou à prazo.
Forma correta: 
Os produtos podem ser comprados à vista ou a prazo.
Explicação: 
Não existe crase antes de palavra masculina. Portanto, deve-se escrever: a prazo, a pé, a cavalo, a bordo.
17. “Vem” / “veem”
Erro: Os gerentes vem ao setor todos os dias e vêem o desempenho dos colaboradores.
Forma correta: Os gerentes vêm ao setor todos os dias e veem o desempenho dos colaboradores.
Explicação: Vem corresponde ao verbo VIR e recebe acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo. Veem corresponde ao verbo VER e, segundo o Novo Acordo Ortográfico, não recebe mais acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo.
18. “Anexo” / “Anexa” / “Em anexo”
Erro: Encaminho anexo os documentos solicitados.
Forma correta: Encaminho anexos os documentos solicitados.
Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Ex: Segue anexa a carta de apresentação. Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.
19. “Eminente” / “Iminente”
Erro: Pedro é uma figura iminente na empresa.
Forma correta: Pedro é uma figura eminente na empresa.
Explicação: Eminente quer dizer notável. Iminente significa prestes a acontecer.
20. “Seção” / “Sessão” / Cessão
Erro: A seção dos direitos autorais desta obra criou polêmica.
Forma correta: A cessão dos direitos autorais desta obra criou polêmica.
Explicação: Seção significa divisão de repartições públicas, parte de um todo, departamento. Sessão significa espaço de tempo de uma reunião deliberativa ou de um espetáculo. Cessão refere-se ao ato de ceder.
21. “Aspirar” / “Aspirar a”
Erro: Ele aspira o cargo de gerente nesta empresa.
Forma correta: Ele aspira ao cargo de gerente nesta empresa.
Explicação:
 O verbo aspirar no sentido de sorver não admite preposição em sua regência. Aspirar, no sentido de almejar, exige a preposição a.
22. “Online” ou “on-line”
Erro: Haverá um treinamento online para os colaboradores.
Forma correta: Haverá um treinamento on-line para os colaboradores.
Explicação: O “VOLP” – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – registra “on-line” com hífen.
23. “Curriculum” / Curriculo”
Erro: Os candidatos deverão entregar o curriculo no RH.
Forma correta: Os candidatos deverão entregar o curriculum (ou currículo) no RH.
Explicação: Curriculum vitae é uma expressão latina, mas já foi aportuguesada: currículo. Ambas formas estão corretas: curriculum vitae ou currículo (com acento).
24. “Porque” / “Por que”
Erro: Ninguém soube porque o diretor cancelou a reunião.
Forma correta: Ninguém soube por que o diretor cancelou a reunião.
Explicação: Porque é conjunção e tem a função de unir duas orações coordenadas. Por que é usado em frases interrogativas e, também, aparece nos casos em que puder ser substituído por “pelo qual” ou “por qual razão”.
25. “Este” / “Esse” / “Aquele”
Erro: Na reunião, serão discutidos esses itens a seguir:
Forma correta: Na reunião, serão discutidos estes itens a seguir:
Explicação: Observe a regra: “Estes itens.” (Você ainda irá citar); “Esses itens.” (Você já citou).
26. “Exceção” / “Excessão”
Erro: Para toda regra, há uma excessão.
Forma correta: Para toda regra, há uma exceção.
Explicação: O correto é exceção. Cuidado para não confundir com excesso.
27. “10 a 20 de março” / “10 à 20 de março”
Erro: O curso será de 10 à 20 de março.
Forma correta: O curso será de 10 a 20 de março.
Explicação: Observe que não há artigo combinado com a preposição de; portanto, também não haverá artigo no passo seguinte, estando correto “de tal dia a tal dia”, sem crase.
28. Crase na indicação de páginas
Erro: Os advogados fizeram a leitura da página 5 a 15 do acordo trabalhista.
Forma correta: Os advogados fizeram a leitura da página 5 à 15 do acordo trabalhista.
Explicação: A palavra “página” está implícita após o “à”, o que justifica o acento grave, que indica que há crase (fusão de “a” preposição + “a” artigo feminino.
29. “1,5 milhão” / “1,5 milhões”
Erro: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhões de cartuchos de impressora.
Forma correta: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhão de cartuchos de impressora.
Explicação: A unidade “milhão” só é flexionada para o plural a partir do segundo milhão, ou seja, 2 milhões. Portanto, deve-se observar o número que antecede a vírgula e lembrar que numerais como “milhão”, “bilhão” e “trilhão” devem concordar com esse número.
30. “A todos” / “À todos”
Erro: Bom dia à todos.
Forma correta: Bom dia a todos.
Explicação: Não há crase antes de pronomes indefinidos (muitos, poucos, nenhuma, todos, pouca, alguma).
31. “A partir” / “À partir”
Erro: À partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação.
Forma correta: A partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação.
Explicação: Não há crase antes de verbo.
32. “Obrigado” / “Obrigada”
Erro: Obrigado pela ajuda – disse Clara.
Forma correta: Obrigada pela ajuda – disse Clara.
Explicação: “Obrigado” é variável e concorda com a pessoa que fala. A mulher diz “obrigada”. O homem, “obrigado”.
33. “Pagou o engenheiro” / “Pagou ao engenheiro”
Erro: Ao término da obra, a empresa pagou o engenheiro.
Forma correta: 
Ao término da obra, a empresa pagou ao engenheiro.
Explicação: 
O verbo “pagar” exige dois complementos – um deles acompanhado de preposição (pessoa) e o outro sem preposição (coisa). Assim: Paguei (o serviço) ao engenheiro.
34. “Houve” / “houveram”
Erro: Houveram dois problemas.
Forma correta: 
Houve dois problemas.
Explicação: 
O verbo “haver” no sentido de existir não tem sujeito, por isso fica sempre na terceira pessoa do singular. “Há dez problemas”, “houve dez problemas”. Vale a mesma regra quando os verbos “haver” e “fazer” indicam tempo: “Faz dois anos que nos encontramos”.
35. “Deve haver” / “Devem haver”
Erro: Devem haver muitas pessoas naquele auditório.
Forma correta: Deve haver muitas pessoas naquele auditório.
Explicação: O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Quando acompanhado de um verbo auxiliar, no caso, “deve”, este também se torna impessoal.
36. “Em baixo” / “Embaixo”
Erro: O documento caiu em baixo do móvel.
Forma correta: O documento caiu embaixo do móvel.
Explicação: Embaixo é advérbio de lugar. Em baixo é adjetivo. (Ex: Falavam em baixo tom.)
37. “Voo” / “Vôo”
Erro: Aquelas pessoas quase perderam o vôo.
Forma correta: Aquelas pessoas quase perderam o voo.
Explicação: O Acordo Ortográfico eliminou o acento circunflexo no primeiro “o” do hiato final “oo”. Assim: voo, zoo, perdoo, abençoo etc.
38. “Estender” / “Extender”
Erro: A reunião se extendeu além do tempo previsto.
Forma correta: A reunião se estendeu além do tempo previsto.
Explicação: O correto é estender, que significa prolongar, alongar, alargar. Extender não existe.
39. “Há dois anos” / “Há dois anos atrás”
Erro: Há dois anos atrás, o contrato foi assinado.
Forma correta: Há dois anos, o contrato foi assinado.
Explicação: É redundante dizer “Há dois anos atrás”, pois o “Há” já dá ideia de tempo decorrido.
40. “Bastante” / “Bastantes”
Erro: Há bastante motivos para a demissão daquele colaborador.
Forma correta: Há bastantes motivos para a demissão daquele colaborador.
Explicação: Bastante/Bastantes é pronome indefinido e deve concordar com o substantivo a que se refere. Na dúvida, faça a substituição por “muito/muitos”. Também pode ser advérbio, mas, nesse caso, permanecerá invariável.
41. “Zero hora” / “Zero horas”
Erro: A decisão entra em vigor a partir das zero horas de amanhã.
Forma correta: A decisão entra em vigor a partir da zero hora de amanhã.
Explicação: O substantivo “hora” concorda com o numeral “zero”.
42. “Horas extra” / “Horas extras”
Erro: O colaborador precisou fazer muitas horas extra.
Forma correta: O colaborador precisou fazer muitas horas extras.
Explicação: “Extra” é um adjetivo, portanto deve concordar com o substantivo a que se refere.
43. “Vir” / “Ver”
Erro: Quando você ver seu extrato, identificará o estorno do valor.
Forma correta: Quando você vir seu extrato, identificará o estorno do valor.
Explicação: Vir é a flexão do verbo VER na 3ª pessoa do singular do Futuro do Subjuntivo.
44. “Interviu” / “Interveio”
Erro: A diretora interviu na decisão.
Forma correta: A diretora interveio na decisão.
Explicação: Interveio é a flexão do verbo intervir na 3ª pessoa do singular do Pretérito Perfeito do Indicativo. Significa interferir, participar, interceder.
45. “Através” / “por meio”
Erro: O cliente soube da alteração através do e-mail.
Forma correta: O cliente soube da alteração por meio do e-mail.
Explicação: Por meio significa “por intermédio”. A locução através de expressa a ideia de atravessar. (Ex: Olhou através da janela.)
46. “Clipe” / “clipes”
Erro: Ele fixou os papéis com um clips.
Forma correta: Ele fixou os papéis com um clipe.
Explicação: Clipe é aquela peça de metal usada para prender folhas. Patenteado na Alemanha, é conhecido como clip (pl. clips) nos países de língua inglesa. No Brasil, deve ser chamado de clipe (pl. clipes).
47. “Responder o” / “Responde ao”
Erro: O gerente não respondeu o meu e-mail.
Forma correta: O gerente não respondeu ao meu e-mail.
Explicação: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta a alguém, exige a preposição “a”.
48. Vírgula entre sujeito e verbo
Erro: O gerente de marketing, copiou as informações.
Forma correta: O gerente de marketing copiou as informações.
Explicação: A vírgula é um sinal de pontuação que marca uma pausa de curta duração. É usada para separar termos dentro de uma oração ou orações dentro de um período, mas nunca deve ser colocada entre o sujeito e o verbo.
49. “No aguardo de” / “Ao aguardo de”
Erro: Ficarei no aguardo de providências.
Forma correta: Ficarei ao aguardo de providências.
Explicação: Ficamos sempre ao aguardo ou à espera de, nunca no aguardo de ninguém ou na espera de alguma coisa.
50. “Mas” / “Mais”
Erro: Ele é dedicado, mais costuma se atrasar.
Forma correta: Ele é dedicado, mas costuma se atrasar.
Explicação: Mas é conjunção adversativa e significa “porém”. Mais é advérbio de intensidade.
51. “Obrigado” / “Obrigados”
Erro: Muito obrigado! – disseram os homens.
Forma correta: Muito obrigados! – disseram os homens.
Explicação: “Obrigado” deve vir no plural caso se refira a mais de uma pessoa.
52. “Imprimido” / “Impresso”
Erro: Ele havia impresso todos os documentos naquele dia.
Forma correta: 
Ele havia imprimido todos os documentos naquele dia.
Explicação: 
O verbo imprimir tem duas formas de particípio – impresso e imprimido. Com os verbos ter e haver, deve-se usar a forma “imprimido”, e com os verbos ser e estar, “impresso”. Ex: Os documentos foram impressos naquela máquina.
53. “Precisa-se” / “Precisam-se”
Erro: Precisam-se de motoristas.
Forma correta: 
Precisa-se de motoristas.
Explicação: 
Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular.
54. “Há pouco” / “A pouco”
Erro: Os gestores chegarão daqui há pouco.
Forma correta: Os gestores chegarão daqui a pouco.
Explicação: “Há pouco” indica tempo decorrido. “A pouco” dá ideia de uma ação futura.
55. “Chego” / “Chegado”
Erro: A secretária havia chego atrasada na reunião.
Forma correta: 
A secretária havia chegado atrasada na reunião.
Explicação: 
O particípio do verbo chegar é chegado. Chego é 1ª pessoa do Presente do Indicativo.(Ex: Eu chego na hora do almoço).
56. “Entre eu e você” / “Entre mim e você”
Erro: Entre eu e você, há uma sintonia de ideias.
Forma correta: Entre mim e você, há uma sintonia de ideias.
Explicação: Eu é pronome pessoal do caso reto e só pode ser usado na função de sujeito, ou seja, antes de um verbo no infinitivo, como no caso: “Não há nada entre eu pagar e você usufruir também.”
57. “Senão” / “Se não”
Erro: É melhor ele comparecer, se não irá perder a vaga.
Forma correta: É melhor ele comparecer, senão irá perder a vaga.
Explicação: Senão significa “caso contrário”. Se não é usado no sentido de condição. (Ex: Se não chover, poderemos sair.)
58. “Deu” / “Deram” tantas horas
Erro: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.
Forma correta: Deram dez da noite e ele ainda não chegou.
Explicação: Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”
59. “Chove” / “Chovem”
Erro: Chove reclamações quando há aumento no preço do combustível.
Forma correta: Chovem reclamações quando há aumento no preço do combustível.
Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre no singular. No sentido figurado, faz-se a flexão verbal.
60. “Chegar em” / “Chegar a”

Erro: Os estagiários chegaram atrasados na reunião.
Forma correta: Os estagiários chegaram atrasados à reunião.
Explicação: Verbos de movimento exigem a preposição “a”.

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