segunda-feira, 11 de março de 2024

Neuroaprendizagem


Neuroaprendizagem é a aprendizagem captada pelo cérebro. Ou seja, são todos os conhecimentos adquiridos de forma cognitiva, como a linguagem, memória, foco atencional, abstração, planejamento, flexibilidade mental, tomada de decisão, entre outros.

Como funciona o processo de aprendizagem no cérebro?

As informações estocadas em diversas áreas do cérebro são acessadas através das inúmeras conexões neurais que temos, de forma conjunta. Um exemplo legal é fazer uma comparação com uma orquestra.

O aprendizado é sempre mental e corporal, e são desenvolvidos através do movimento, ciclos de atenção, alimentação e plasticidade cerebral, que é a capacidade de mudança e estrutura de acordo com experiências vividas.

Você já ouviu falar sobre Lifelong Learning?
Então, temos várias fases ao longo da vida, porém, geralmente, o estudo é mais incentivado quando criança e início da vida adulta. E estudos comprovam que a continuidade no processo de aprendizagem é muito saudável para nossa saúde mental.

O termo Lifelong Learning significa aprendizagem ao longo da vida e representa a necessidade de aprender e estimula o aprendizado de forma voluntária, proativa e permanente, seja no desenvolvimento pessoal, quanto no profissional. E isso está totalmente relacionado a Neuroaprendizagem.
Então, vamos entrar mais afundo neste assunto!

A Neuroaprendizagem possui três principais aspectos:

Intenção
Quais são as razões que me motivam a investir tempo e energia para aprender algo?
Quando vamos aprender sobre algo, primeiro devemos nos perguntar: “Estou aprendendo porque preciso ou porque quero?”
Quanto mais entendemos a importância de tal estudo, aumentamos o nosso interesse e, consequentemente, a nossa aplicação. Por isso, fica a dica quando for aprender algo novo, pense no principal benefício deste novo aprendizado.

Atenção
Minha atenção está dedicada durante o contato com o novo conhecimento?
Nesta etapa, é muito importante que se tenha foco atencional. A atenção a várias tarefas ao mesmo tempo, faz com que o cérebro receba muitos estímulos e isto prejudica a retenção e processamento da nova informação que está chegando. Uma dica bacana é identificar tudo aquilo que pode tirar a sua atenção e tomar algumas medidas para que isso não aconteça. Por exemplo, deixar o celular mais afastado, caso ele seja um fator de distração.

Memória
Será que conseguirei guardar os novos conhecimentos e relembrá-los depois?
Quando recebemos uma informação e colocamos atenção sobre ela, ela passa automaticamente para nossa memória.
Ao ler isto, você pode pensar: “Nossa, mas eu prestei tanta atenção e não consigo lembrar de nada!”. Talvez o seu “hd” esteja cheio. Sim, a nossa capacidade de memória é finita e pode ser comparada a uma capacidade de memória de um smartphone. Por isso, uma boa noite de sono é importante no processo de memorização. É o momento em que as lembranças são consolidadas.

Como aplicar no dia a dia.

Para estudos:
Para conseguir memorizar mais facilmente um conteúdo, é necessário passar a informação da memória de curto prazo para a de longo prazo. Para isso, você pode utilizar a técnica da repetição que, basicamente, é repetir o estudo várias vezes. Mas não é apenas repetir o conteúdo, você tem que estudá-lo e digerir as informações detalhadamente. Após isso e também fazer uma revisão final, você pode utilizar uma técnica muito interessante: a técnica do questionamento elaborativo, que consiste em você mesmo simular perguntas (e responder) sobre o tema estudado.

Para ensinar:

A forma mais eficaz de passar um conteúdo de forma relevante para quem for aprender é utilizando a conexão. Pessoas que se identificam com exemplos, analogias e até mesmo façam conexões emocionais, são as que mais guardam as informações.  Esses eventos provocam mudanças significativas no cérebro e isso gera mais possibilidades de aprender.
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Os foguetes e as Leis de Newton.

Em 1686, Isaac Newton expôs na obra "Principia Mathematica Philosophiae Naturalis" as três leis que formam a base da mecânica clássica e que descrevem o movimento de objetos macroscópicos. Assim, o movimento dos foguetes também são regidos pelas leis de Newton.

Um foguete permanecerá parado até que uma força seja aplicada para movê-lo. Por outro lado, se estiver em movimento no espaço e longe da gravidade ele continuará se movendo infindavelmente. Essa é a primeira lei de Newton, também conhecida como princípio da inércia. Assim, no espaço sem gravidade, um foguete não necessita queimar combustível. É desse modo, por inércia, que sondas espaciais fazem viagens interplanetárias de longas distâncias. 

Antes de atingir o espaço é necessário o foguete se livrar da enorme atração gravitacional da Terra. A segunda lei de Newton diz que a Força (F) é equivalente à massa de um objeto (m) e a sua aceleração (a), o que pode ser representado pela equação F = m.a
Assim, a força (peso) atuante no foguete quando ele está em repouso no chão é o produto de sua massa e da aceleração da gravidade. Para o foguete conseguir subir é necessário criar uma força (empuxo) maior do que a força (peso). O Saturn V da missão Apolo pesava 2,8 milhões de quilos equivalente a 400 elefantes. O foguete gerou 34,5 milhões de newtons (3,5 bilhões de quilos) de empuxo no lançamento, criando mais energia do que 85 hidrelétricas. Essa força de empuxo é gerada por meio da expulsão de gases de combustão. É aí que entra a última lei de Newton. 

A terceira lei de Newton diz que toda ação tem uma reação igual no sentido oposto. Podemos constatar isso quando soltamos a ponta de um balão cheio de ar. A força do ar escapando é a "ação" e o movimento do balão para a frente é a "reação". Esse é o princípio básico do funcionamento dos foguetes. No caso, há uma reação de combustão que gera gases aquecidos, os quais são expelidos na parte inferior do foguete e, como reação, ele é impulsionado para cima.

REFERÊNCIA

https://www.explainthatstuff.com/spacerockets.html

O arco-íris.


 De modo similar a um prisma, uma gota de água pode decompor a luz solar. É assim que um conjunto de gotículas suspensas no ar formam um arco-íris.

A subpartícula Méson Charm.


Físicos da Colaboração LHCb no CERN provaram que uma partícula subatômica chamada méson charm pode mudar para sua antipartícula e vice-versa. Usando dados coletados durante a segunda execução do Grande Colisor de Hádrons, eles mediram uma diferença de massa entre as partículas de 10^(-38) g.

"O que torna essa descoberta de oscilação na partícula do méson charm tão impressionante é que, ao contrário dos mésons beauty, a oscilação é muito lenta e, portanto, extremamente difícil de medir dentro do tempo que o méson leva para decair", disse o professor Guy Wilkinson, físico da Universidade de Oxford e membro da Colaboração LHCb.
"Este resultado mostra que as oscilações são tão lentas que a grande maioria das partículas decai antes de ter a chance de oscilar."
"No entanto, podemos confirmar isso como uma descoberta porque o LHCb coletou muitos dados."

Créditos: universe.mania

Quais são os fatos que alguém precisa saber sobre nossa galáxia?


Fatos interessantes sobre nossa galáxia:

1. Nós já demos 19 voltas ao redor dela:
Você sabia que não dá para fazer um selfie da nossa galáxia? Aquelas fotos mostrando a Via Láctea e com uma setinha apontando para uma estrela falando “você está aqui” são falsas porque ninguém nunca saiu da Galáxia.
O Sol é uma das 200 bilhões de estrelas da Via Láctea situadas em um dos seus braços. Ele, ou melhor, o Sistema Solar todo, ficam girando ao redor do núcleo e, apesar de não sentirmos, vamos a uma alta velocidade de 230 km/s.
São 230 milhões de anos para completar um ano galáctico, ou seja, uma volta completa. Se levarmos em conta que o Sistema Solar tem 4,5 bilhões de anos, dá pra calcular que já fizemos isso 19 vezes.
2. A Via Láctea não é só um simples disco:
A Via Láctea é considerada uma galáxia de tamanho médio, tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro e um halo (estrutura esférica que envolve o disco) ao seu redor que se estende por 800 mil anos-luz de distância.
O legal do halo é que, apesar de parecer praticamente vazio, ele hospeda 150 aglomerados globulares — e cada um deles tem mais de 100 mil estrelas.
À esquerda, a Via Láctea representada vista de cima. No centro do disco, há uma estrutura em forma de barra com 13 mil anos-luz de diâmetro, formada principalmente por estrelas.
À direita, nossa galáxia é vista no plano do disco. Ao redor da Via Láctea, vê-se o halo, que hospeda 150 aglomerados globulares, cada um deles com mais de 100 mil estrelas.
3. A Via Láctea não é um ralo:
Lá no núcleo da Galáxia vive um monstrinho interessante, um buraco negro com 4 milhões de vezes a massa do Sol. Não é dos maiores, tem galáxia com monstros de mais de bilhões de vezes a massa do Sol, mas o nosso está crescendo. Sabemos que tem estrelas desaparecendo lá perto e isso quer dizer que tem gás sendo consumido também.
Mas será que um dia vamos cair dentro do buraco negro junto com o Sol? Não! Os buracos negros só exercem influência na região bem próxima a eles e nós estamos a mais de 28 mil anos-luz de distância. Teríamos que estar a apenas 0,0013 anos-luz do buraco negro (17 vezes o raio do Sol) para corrermos qualquer perigo de ser engolidos. Ufa!
4. Não conhecemos nem 1% de todas as estrelas da Via Láctea:
Além das 200 bilhões de estrelas, nossa galáxia tem também outros componentes como planetas, poeira e gás. Mas quando observamos o céu noturno, vemos apenas 5 mil dessas estrelas com nossos olhos. As outras estão muito longe e não conseguimos enxergar a olho nu. Precisamos do auxílio de telescópios terrestres e satélites para localizá-las.
Hoje em dia, já catalogamos mais de 2 bilhões de estrelas com o satélite GAIA. Mas ainda faltam muitas e nem sabemos se um dia catalogaremos todas. Provavelmente não, pois a poeira interestelar funciona como uma parede, dificultando a passagem da luz das estrelas mais distantes.

Nozes, excelente alimento para nosso cérebro.


 As nozes são excelentes fontes de proteínas e gorduras saudáveis, e um tipo de noz em particular também pode melhorar a memória.


Um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) associou o maior consumo de nozes a melhores pontuações em testes cognitivos.

As nozes são ricas em um tipo de ácido graxo ômega-3 chamado ácido alfa-linolênico (ALA). Dietas ricas em ALA e outros ácidos graxos ômega-3 têm sido associadas a pressão arterial mais baixa e artérias mais “limpas”. Isso é bom para o coração e para o cérebro.

Há indícios de que essas oleaginosas são neuroprotetoras a ponto de prevenir processos neurodegenerativos. 

 

Referências: [1] Arab, L., & Ang, A. (2015). A cross sectional study of the association between walnut consumption and cognitive function among adult US populations represented in NHANES. The journal of nutrition, health & aging, 19(3), 284-290 e [2] Li, F., Jiang, W., Wang, J., Zhang, T., Gu, X., Zhai, Y., ... & Lin, J. (2022). Beneficial Effects of Nut Consumption on Cognitive Function Among Elderly: Findings From a 6-Year Cohort Study. Frontiers in Aging Neuroscience, 14

A importância do sono para o bom funcionamento do nosso cérebro.


 Parece bem claro por que precisamos dormir: sem dormir, ficamos cansados, irritados ​​e nosso cérebro funciona pior.


Depois de uma boa noite de sono, tanto o cérebro como o corpo se sentem revigorados e somos restaurados às funções normais.

O sono é universal, regulado por um "relógio biológico" interno e sua perda ou limitação prejudica funções cerebrais importantes, como a cognição.

Existe uma hipótese criada pelos neurocientistas sobre por que exatamente o cérebro precisaria se desconectar do ambiente por horas todos os dias.

A hipótese da homeostase sináptica propõe que o sono é justamente o preço que o cérebro paga pela manutenção da sua função mais ilustre: a plasticidade.

Durante o sono, a atividade neural espontânea (sem a influência dos estímulos externos) renormaliza a força sináptica global e restaura a homeostase celular.

Um processo de refinamento e seleção sináptica também explicaria os benefícios do sono para a aquisição, consolidação e integração da memória.

Em outras palavras, se você não dormir bem, seu cérebro poderá deixar para trás muitos aprendizados importantes.

Referência: Tononi, G, Cirelli, C. Sleep and synaptic down‐selection. Eur J Neurosci. 2020; 51: 413-421 (imagem autoral)

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Qual é papel do cerebelo?

 

EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA EM HUMANOS:

O cerebelo (conhecido por alguns como pequeno cérebro) é uma estrutura situada na parte posterior e inferior do cérebro. Nos seres humanos, tal estrutura desempenha papel essencial no controle motor. No entanto, um estudo detalhado de sua anatomia sugere que tenha grande importância na cognição e no comportamento dos humanos.
O estudo - usando técnicas de ressonância magnética e multicontraste de alta resolução - evidenciou que a superfície do córtex (camada externa) do cerebelo humano possui muito mais dobras do que o córtex cerebral (camada externa associada com a inteligência). O estudo possibilitou representar computacionalmente todas as intricadas dobras do cerebelo. A área total observada (1.590 cm2) foi muito maior do que o esperado ou relatado anteriormente, e corresponde a cerca de 80% da área total do córtex humano. Ao aplicar os mesmos métodos no córtex e no cerebelo do macaco, descobriu-se que o seu cerebelo era relativamente muito menor, aproximadamente 30% da área total da superfície do córtex. Isso sugere um papel proeminente do cerebelo na evolução de comportamentos e cognições distintamente humanos. Ainda resta muito para ser desvendado da origem e funcionamento de nosso cérebro que resulta em nossa intrincada inteligência.
REFERÊNCIA:
Martin I. Sereno, Jörn Diedrichsen, Mohamed Tachrount, Guilherme Testa-Silva, Helen d’Arceuil, Chris De Zeeuw. The human cerebellum has almost 80% of the surface area of the neocortex. Proceedings of the National Academy of Sciences, 2020; 202002896 DOI: 10.1073/pnas.2002896117

Lendo e decifrando o nosso cérebro


A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é um método que revolucionou a neurociência. O PET possibilita construirmos um mapa do funcionamento de nosso cérebro, pois reconhece as áreas ativas em diferentes situações. Isso é feito por meio da administração à um indivíduo de glicose ligada a um elemento radioativo (a glicose é usada pelas células para gerar energia). O aparelho capta a radiação e a transforma em imagem.

A figura mostra as imagens de PET do cérebro de uma pessoa ouvindo e falando um texto. Os locais onde tem mais células ativas precisam de mais energia, tem maior fluxo sanguíneo e usam mais glicose. O tomógrafo indica a atividade pelas cores. Regiões vermelhas, laranjas e amarelas (mais quentes) mostram atividade celular mais alta. Regiões azuis e roxas indicam baixa atividade. Pretas ausência de atividade.
Graças ao PET estamos desvendando em detalhes o funcionamento do nosso cérebro e o que era obscuro cada dia fica mais claro.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Dia Mundial do Cérebro - 22/julho


 Os avanços dos últimos 40 anos, no entanto, revelaram progressivamente um mundo incrivelmente complexo, o cérebro humano, e o conhecimento adquirido neste período equivale ao avanço da astronomia adquirido com o uso dos grandes telescópios. O cérebro humano é a entidade biológica mais complexa do universo conhecido pelo homem. O conhecimento de como as células do sistema nervoso, as moléculas e os circuitos levam à possibilidade da percepção, emoções, pensamento e comportamento humanos foram, nos últimos anos, o objetivo das várias áreas de pesquisa que podem ser reunidas sob o nome de Neurociências.  Esse conhecimento tem sido impulsionado pelo advento de novas tecnologias, cujo desenvolvimento tem sido dramaticamente acelerado na última década, através de grandes financiamentos de pesquisa.  Liderados por iniciativas governamentais, na Europa e nos Estados Unidos (The Human Brain Project na Europa, e The Brain Initiative nos EUA), o desenvolvimento de pesquisas é hoje em dia baseado em Neurotecnologia. As novas técnicas permitem estudar o cérebro humano com resolução crescente, sendo capazes de examinar genes individuais, e as moléculas que eles determinam, especializadas em detalhes sutis do funcionamento do sistema nervoso. Ao mesmo tempo, podemos visualizar imagens do cérebro todo, com cada vez maior precisão.  Os avanços nessas áreas de pesquisa, no entanto, deixam um espaço onde o conhecimento ainda é incipiente: como as conexões de milhões de neurônios constituem circuitos funcionais, que apresentam propriedades semelhantes, embora mais poderosas, que as redes neurais dos supercomputadores.

Mais recentemente, avanços no desenvolvimento de algoritmos computacionais que imitam processos cerebrais como o reconhecimento de imagens, aumentam incrivelmente nossa capacidade de entender o cérebro na saúde e na doença. As próximas décadas virão não somente com promessas do conhecimento, mas da possibilidade do tratamento de várias doenças neurológicas, incluindo as doenças demenciais, da qual a doença de Alzheimer é paradigma. Para isso, precisamos conhecer melhor não somente os mecanismos do envelhecimento, da inflamação e da imunidade. Porém, ainda persistem alguns mistérios em relação ao funcionamento do cérebro:

– ainda não conhecemos todos os componentes do cérebro humano (aproximadamente 86 bilhões de neurônios) e como suas conexões funcionam de maneira sinérgica para produzir funções de sobrevivência e experiência do mundo (por exemplo, qual a lógica fundamental implícita nos mecanismos neurais do controle motor ou da tomada de decisão?).

– ainda não sabemos perfeitamente como os neurônios comunicam entre si, e qual é a forma computacional de processamento utilizado pelo meio biológico (como a dinâmica circuitaria cerebral se compara aos processamentos digitais).

Estamos em um momento especial na história das Neurociências, onde a inovação tecnológica criou possibilidades de conhecimento não imaginadas anteriormente. O futuro nos reserva a compreensão de nossa intimidade psicológica em bases científicas. 

Freud tinha razão?

 

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Curiosidades sobre a invenção do post-it.


Tem sempre aquela data que você não pode esquecer de jeito nenhum, aquele job para entregar com urgência e aquela mensagem engraçadinha colada na tela do computador, na parede, na geladeira e até no espelho do banheiro.

Não importa a cor, o formato ou o tamanho, você, com certeza, já usou um post-it — e ainda vai usar muitos mais ao longo da sua vida produtiva.

Curiosidades sobre o Post-it

1. Uma invenção por acaso

Tradicionalmente produzido na cor amarela, o post-it é um pequeno pedaço de papel com uma tira adesiva, criado para permitir que as pessoas escrevam lembretes temporários sobre datas ou tarefas.

Mas se engana quem pensa que o post-it é só um simples bloquinho com folhas coloridas e borda colante. Ele é mais complexo do que parece, já que apresenta uma tecnologia única graças ao seu adesivo fraco.

Há 54 anos, o post-it foi inventado sem querer! A gente explica: o ano era 1968 e os funcionários da empresa norte-americana 3M trabalhavam na criação de uma cola super-resistente para ser usada na indústria aeroespacial, mas aconteceu exatamente o contrário do planejado.

O cientista Spencer Silver criou um adesivo de baixa aderência e sensível à pressão. Como deu tudo errado, ninguém viu nenhuma utilidade para a invenção — pelo menos, não de imediato. A 3M até buscou uma função para a invenção, mas seis anos se passaram sem qualquer uso.

Novamente, por acaso, outro funcionário da empresa, o químico Art Fry, teve uma inspiração. O coral da igreja em que ele cantava tinha um grande repertório e ele sempre marcava suas músicas com pedaços de papel. Um dia, ele se levantou para cantar e acabou derrubando todas as partituras no chão.

Na mesma hora, ele começou a pensar em um produto que pudesse colar todos os seus papéis para evitar problemas como aquele, mas os adesivos que ele conhecia tinham muita aderência e destruiriam o material. Foi aí que Art se lembrou da invenção de Silver, e ela tinha a aderência ideal para o que ele precisava.

Pensando na solução do seu problema, em 1974 o químico sugeriu a criação de um papel que pudesse ser colado em qualquer superfície: o nosso tão famoso post-it!

Mas se engana quem pensa que o post-it é só um simples bloquinho com folhas coloridas e borda colante. Ele é mais complexo do que parece, já que apresenta uma tecnologia única graças ao seu adesivo fraco.

2. Post-it em dados (ou notas)

O nome Post-It® foi criado e patenteado pela 3M. Os pequenos adesivos coloridos chegaram ao mercado 3 anos após a descoberta de Art Fry.

Em 1979, o post-it foi lançado no Canadá e na Europa, mas a invenção demorou um bom tempo para fazer sucesso. Hoje, o post-it é um dos produtos mais conhecidos do mundo e, desde 2006, passou a ser comercializado em mais de 100 países.

Há anos, a nota adesiva está no ranking dos cinco itens de escritório mais vendidos nos Estados Unidos. E Art Fry, o “pai do post-it”, foi consagrado como um dos inventores mais brilhantes da história norte-americana.

O principal fator de sucesso do post-it foi justamente o seu maior problema no passado: a cola, mais fraca do que o planejado, faz com que o produto possa ser removido facilmente de superfícies sem deixar vestígios.

3. Você vem usando o post-it errado a sua vida toda!

Como você destaca um post-it? Saiba que muita gente nunca usou essa notinha do jeito correto. Mas, calma! Isso não tem a ver com a utilidade inquestionável ou mesmo com as novas formas de uso para os bilhetinhos autocolantes, e sim como você retira seu post-it do bloco.

Você, provavelmente, destaca a folha de baixo para cima, levantando toda a parte sem cola primeiro, não é mesmo? Pois saiba que a força que você põe no papel para desgrudá-lo do bloco faz com que a sua parte inferior fique virada para cima — aquela pontinha que sempre fica levantada na base do post-it.

Mas nem tudo está perdido. Existe uma forma correta para você destacar seus post-its! A maneira mais eficiente para fazer isso e grudá-los por aí quando quiser é puxando o papel pela parte de cima, onde está o adesivo.

Dessa forma, o bilhetinho deixa de receber aquela força contrária que faz com que ele fique quase inutilizável e se solte da superfície muito antes do normal.

O post-it não é só um pedacinho de papel. Agora que você conhece a verdadeira história dele, é interessante pensar como diversas invenções que transformaram o mundo não foram bem aceitas de cara, não é verdade? 

Com o post-it, não foi diferente.


Dicas para a utilização dos post-its


Muitos querem montar seu próprio negócio ou iniciar um novo projeto, mas não sabem como ter aquela ideia inovadora que finalmente vai trazer a tão sonhada realização profissional. 

1. Mapas mentais

Os mapas mentais feitos nos post-it ajudarão você a ter um brainstorm e destacar mais claramente seus insights. Usar os mapas para representar visualmente suas ideias também fará com que você as coloque em prática mais facilmente.

Pensou em algo novo ou lembrou de algo importante para aquele seu projeto? Escreva na notinha adesiva!


2. Design Thinking


O Design Thinking chegou para ficar, e tem mostrado cada dia mais que design não é algo só para designers. Com uma abordagem voltada para a inovação, o Design Thinking é uma técnica para pensar e mapear os problemas para serem solucionados.

É aí que os post-its entram em cena. Você pode agrupar as questões por afinidades, usando post-its de cores diferentes para separar as categorias. Tenha certeza que depois dessa técnica simples, você encontrará as respostas que está procurando muito mais rápido.


3. Planejamentos


Todo mundo sabe que fazer um planejamento estratégico ajuda (e muito) na tomada de decisões. Talvez, o que você não saiba é que os post-its também podem te ajudar nessa.

A análise do cenário, a definição de objetivos e a escolha das estratégias ao serem inseridas nos post-its podem te dar uma força para superar o bloqueio criativo e facilitar a sua memorização e aprendizado.


4. Kanban (ou Trello na parede)


O Trello se baseia no funcionamento do Kanban, um sistema que permite a visualização do fluxo de trabalho, individual ou em equipe, por meio de cartões visuais. O Kanban permite agilizar a produção e a entrega de peças. Se você não sabe como organizar seus post-its, replicar o modelo do Trello é uma boa opção.

Mesmo usando ferramentas online, como o Trello, nada substitui um bom e velho post-it. No trabalho em equipe, um quadro de tarefas na parede permite que vocês visualizem quem está fazendo o quê e quem está com mais ou menos demandas.


5. Cole os adesivos em lugares estratégicos


Não adianta nada fazer um milhão de post-its se você nunca mais vai voltar a vê-los. Além de colá-los em agendas ou cadernos para facilitar e deixar a estrutura das anotações mais lúdica e interessante, uma prática infalível é pensar em lugares onde você vai muito durante o dia.

Agora, a pergunta: onde colocar os post-its, além das agendas ou cadernos? Veja alguns que podem te ajudar:

  • espelho do banheiro ou do quarto;
  • parede ao lado da cama (quando for algo muito importante);
  • porta do armário;
  • página da apostila, agenda ou algum livro no qual você tem muito contato;
  • computador.

Quando eu estava no terceiro ano do ensino médio, me vi com sérios problemas de memorização e compreensão da matéria. Tentei um monte de coisa até me encontrar, e a solução foi colar post-its na parede do meu quarto.

Antes de dormir, eu olhava para o lado e lia os post its por alguns minutinhos de maneira ininterrupta. O mesmo era feito na hora que eu acordava.


6. Escreva apenas o necessário


Post-its são daquele tamanho por uma razão. Sua função não é servir como um caderno, mas sim como maneira prática de anotar as coisas mais importantes que devem ser lembradas primeiro pela sua cabeça (palavras-chave).

Dessa forma, seja sucinto. Escreva palavras de ordem e evite dar detalhes demais sobre o conteúdo.

Para isso, tenha um bloco de notas no celular ou agendinha. Em relação às matérias do colégio, vale o mesmo: escreva ali o que deve ser fixado na sua cabeça.

7. Priorize assuntos que você tem dificuldade

Escolha aquelas fórmulas chatinhas e conteúdos nos quais você não se sente confortável estudando e anote-os nos post-its.

Aqueles conteúdos que te trazem facilidade podem ser estudados de maneira convencional, então priorize atividades importantes e matérias difíceis/que demandam memorização com mais frequência do que as outras. É uma ótima dica para quem quer saber como usar o post-it para estudar.

8. Anote suas dúvidas

Anote todas as dúvidas nos post-its e tente solucioná-las dia após dia. Ao entrar em contato com elas de forma frequente, seu cérebro estará propenso a tentar resolvê-las o mais rápido possível.

Mesmo depois de descobrir a resposta para as perguntas, não jogue fora os post-its: sinalize que elas foram resolvidas, porém, deixe-as ali mesmo para que sempre que você voltar naquele conteúdo, possa se lembrar dos pontos que te trouxeram mais dúvida.

Uma das dicas mais importantes é a seguinte: crie métodos próprios que podem te ajudar na sua realidade daquele momento específico. Dicas são interessantes e podem funcionar para muita gente, mas a praticidade dos bloquinhos de nota permite que cada um crie um próprio conteúdo sobre as melhores formas de usar post-it e otimizar o seu dia a dia.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Pensamento criativo – qual lobo você está alimentando?


 Em volta da fogueira, o velho avô falou ao seu neto sobre a batalha que se passa dentro de cada pessoa. Ele disse, “Meu filho, a batalha se dá entre dois lobos dentro de todos nós. Um é o Mau. Ele é o medo, a raiva, a inveja, a tristeza, a inveja, a arrogância, a ganância, o ressentimento e a mentira. O outro é o Bem. Ele é a alegria, a paz, o amor, a esperança, a serenidade, a humildade, a cortesia, a empatia, a generosidade, a verdade e a fé”.

O garoto pensou um momento sobre o que tinha ouvido e perguntou ao avô, “Qual lobo vence?” O avô respondeu: “Aquele que você alimenta”.

Frequentemente somos colocados perante desafios que exigem uma escolha, especialmente entre manter-se amarrado a práticas e ideias obsoletas, ou olhar estes desafios como oportunidades de aprender, inovar e crescer.

A boa notícia é que temos uma escolha. Podemos alimentar o lobo do comodismo e do medo de errar, ou alimentar o lobo da coragem e da esperança. Podemos escolher em acreditar que somos criativos ou não.

Alimentando o lobo do Bem (e da Criatividade)

Algumas medidas simples, mas muito eficazes, que você pode tomar para alimentar e fortalecer sua criatividade:

1.     Acredite na sua criatividade – o primeiro passo é livrar-se da ideia “Eu não sou criativo”. Livre-se da crença de que a criatividade é um dom reservado para poucos privilegiados.  O talento criativo não é um clube exclusivo. Isto é como pensar que somente certas pessoas podem ser singulares. O que acontece é que algumas pessoas aceitam e expressam sua singularidade e outras não. Criatividade é como um raro presente que nos concedemos: a permissão para sermos nós mesmos. Nossa singularidade continua a ser o ponto principal. Frequentemente, esta atitude é suficiente para dar início a um fluxo de ideias.

2.     Exponha-se a novas experiências – seus sentidos capturam as informações básicas que sua mente usa para gerar novas associações. Quanto mais você se expõe a situações, pessoas e lugares diferentes, mais matéria prima você colhe para sua mente usar em novas conexões. Crie oportunidades para trazer diversidade e variedade à sua vida: viaje, leia livros e veja filmes diferentes dos que você costuma ler e ver, converse com pessoas com profissões, crenças, hábitos e estilos de vida diferentes do seu. Deixe sua curiosidade guia-lo por caminhos nunca antes percorridos. Em suma, saia da rotina e não tenha medo de conhecer ou fazer coisas diferentes.

3.     Dê as boas vindas a todas as ideias, mesmo as absurdas – você não deve se preocupar em somente ter grandes ideias. Afaste o censor que existe dentro de você e se concentre na quantidade; quanto mais, melhor. Algumas ideias que parecem absurdas podem ser as sementes de conceitos promissores. Deixe os julgamentos para mais tarde.

4.     Registre as ideias imediatamente – criatividade requer tanto imaginação como também muita disciplina e cuidados para não deixar perder as boas ideias. Quantas vezes você passou pela situação de estar dirigindo, andando na rua, almoçando, ou no metrô ou ônibus e, de repente, ter uma grande ideia. Você pensa: logo que chegar em casa ou no escritório, eu vou escrever esta ideia, ela é muito boa e não posso perdê-la. Mas, ao chegar lá você não se lembra mais da grande ideia, ou tem somente uma vaga lembrança e não consegue recuperá-la. Cultive o hábito de registrar todas as suas ideias. Use o que lhe for mais conveniente como bloco de notas, gravador de voz, os recursos de seu celular, etc. Não confie na sua memória. Se você não registrar suas ideias imediatamente, você se esquecerá da maioria delas.


Voltando ao início: Qual lobo você está alimentando neste momento?

 

 

 

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